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28/10/2014

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Líderes de partidos da base e da oposição analisam como ficará apoio a novo governo Dilma após eleição apertada

Com a vitória de Dilma Rousseff nas urnas, a pergunta agora é como ficará a relação do governo com o Congresso. Aqui na Câmara, a base do governo está menor. Os nove partidos que fizeram parte da chapa de Dilma elegeram 36 deputados a menos que na eleição passada. Com a queda no número de aliados, a presidenta vai depender mais dos outros partidos. E, na próxima legislatura, serão 28 legendas com representação aqui na Câmara — 6 a mais do que hoje. Veja agora como ficam as forças políticas aqui no Congresso Nacional, depois da eleição. 

Foram 51,6% de votos para a vencedora, Dilma Rousseff, contra 48,3% dos votos para o derrotado, Aécio Neves. Uma diferença de apenas 3,5 milhões de votos, pouco mais de 3%. Desde 1989, não se via uma campanha com tantas ofensas, seja entre os candidatos, seja entre os eleitores, que, no primeiro turno, fizeram o Brasil bater o recorde mundial de interações no facebook em uma disputa eleitoral. E, em meio a uma economia em dificuldades, o governo precisa, como poucas vezes antes, de uma forte base no Congresso para aprovar seus projetos. ?

Mas, de uma maneira geral os partidos com muitos deputados que fazem parte da base perderam integrantes. Já os grandes partidos de oposição ganharam.O PT passou de 88 para 70 parlamentares na Câmara: perdeu 18. O PMDB perdeu 5, de 71 ficou com 66. O PP passou de 40 para 36 — 4 deputados a menos. O PTB foi a exceção entre os partidos maiores da base: ganhou 7 parlamentares, passou de 18 pra 25. Já o principal partido da oposição, o PSDB, ganhou 10 deputados, de 44 agora tem 54. No PPS, o número de parlamentares aqui na Câmara foi de 6 para 10. O PSol, que vota contra o governo em muitas matérias, ganhou dois deputados, saindo de 3 para 5. O DEM, ao contrário, perdeu 6 parlamentares.

O ex-líder do governo no Congresso, o deputado Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, acredita que o trabalho de diálogo com a oposição nestas condições será mais árduo.

O apoio do PMDB, segundo maior partido na Câmara, também é fundamental. O vice-líder do partido, deputado Danilo Forte, do Ceará, dá a entender que o apoio será programático, decidido ponto a ponto.

Um importante fiel da balança neste jogo de forças será o PSB. O partido de Eduardo Campos, que esteve historicamente na base dos governos petistas, mudou nestas eleições. Depois que Marina Silva não passou para o segundo turno, o partido apoiou Aécio Neves. Ganhar de volta o apoio do PSB será o grande desafio do novo governo Dilma Rousseff. O partido ganhou 10 deputados nas últimas eleições.

Mariana Monteiro — Repórter

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