20/09/2023 16:10 - Transportes
Radioagência
Governos defendem benefícios do derrocamento no rio Tocantins
GOVERNOS DEFENDEM BENEFÍCIOS DO DERROCAMENTO NO RIO TOCANTINS, A REPÓRTER JOANA LACERDA EXPLICA A OBRA PARA MELHORAR A HIDROVIA NA REGIÃO.
O secretário de Transportes do Pará, Adler Silveira, defendeu a remoção de formações rochosas do Pedral do Lourenço, no Pará, para possibilitar a construção de uma hidrovia no rio Tocantins. O tema foi debatido pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara.
O Pedral do Lourenço reúne formações rochosas com 43 km de extensão, situadas no município de Itupiranga, entre as cidades de Marabá e Tucuruí, no Pará. A obra a ser feita na região se chama derrocagem, que é a retirada de rochas do leito para aumentar a profundidade do rio.
Para Adler Silveira, hidrovias como essa podem melhorar a qualidade do transporte, tornando o Brasil mais competitivo no mercado mundial. O secretário defendeu que as obras ocorreram com respeito às questões ambientais, aos povos tradicionais e aos povos originários.
“E fazer com que nós possamos escoar a produção com uma dinâmica mais acessível, onde o custo do frete fica mais barato. Mas também fazer uma transformação social daquelas pessoas que moram ao longo das hidrovias, dos recursos navegáveis, para que nós possamos, de fato, fazer a diferença com a implantação da hidrovia”.
O deputado Vicentinho Júnior (PP-TO),que sugeriu a discussão na Câmara, apoiou o projeto e informou que, com a remoção do Pedral do Lourenço, será possível desbloquear o gargalo logístico local.
“Que fará com que um dia tenhamos um Brasil Mississipi Americano, transbordo verdadeiro, barato, limpo, e viável para todo o Brasil, que precisa ser competitivo, não só aqui dentro, mas precisa competir com outros países mundo afora”.
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou que a instituição aguarda a conclusão dos estudos feitos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit, para decidir sobre a licença ambiental da hidrovia.
O diretor de Infraestrutura Aquaviária do órgão, Erick de Medeiros, informou que a ideia é entregar os documentos ao Ibama até dezembro, e esclareceu que a primeira etapa do processo da obra no rio Tocantins será a dragagem.
“A gente precisa, pelo menos, a questão mais emblemática, que é uma obra mais tecnologicamente, que envolve mais coisas polêmicas. A dragagem é uma coisa que a gente já tem registro na história da engenharia brasileira, então a gente está nessa fase agora.”
Para agilizar o processo do licenciamento, o Dnit dividiu a obra em duas etapas. A dragagem, que retira o material solto no fundo do rio, e a derrocagem, que escava as pedras, aumentando a profundidade do rio.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Joana Lacerda








