27/06/2023 20:20 - Direitos Humanos
Radioagência
Câmara comemora Dia do Orgulho Autista
COMISSÃO DA CÂMARA DEBATE POLÍTICAS PARA PESSOAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA, EM CELEBRAÇÃO AO DIA DO ORGULHO AUTISTA. A REPORTAGEM É DE KARLA ALESSANDRA.
A Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara realizou audiência pública para comemorar o Dia do Orgulho Autista.
A representante da Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas Autistas, ABRAÇA, Fernanda Santana, lembrou que o dia do orgulho, 18 de junho, foi criado por autistas e para autistas e tem como objetivo garantir o protagonismo dos autistas na defesa dos seus direitos.
“Pessoas autistas são parte da diversidade humana e da humanidade. Nós também queremos ser celebrados e valorizados. Nós queremos celebrar a nós mesmos e quem nós somos. Precisamos sim de compreensão, de respeito e a garantia de oportunidades em igualdade de condições com as outras pessoas. O que, enquanto pessoas com deficiência, implica em acessibilidade, adaptações razoáveis, apoios e serviços”.
Já a representante do Grupo Ilha Azul, associação dos pais, familiares e amigos de pessoas com transtorno do espectro autista, Paula de Luca, afirmou que é preciso capacitar os pais para a realização das terapias que fazem toda a diferença na vida do autista.
“E quando os pais ou responsáveis são treinados para lidar com essas pessoas autistas eles conseguem evoluir muito mais porque não adianta só a terapia na clínica, enfim”.
A servidora do Ministério dos Direitos Humanos, Roselene Alves, é autista e atualmente faz doutorado na Universidade de Brasília. Ela concorda que, com as terapias necessárias, as pessoas com o transtorno são capazes de tudo.
“A minha família me estimulou muito a isso, ela não me tratou como um fardo. E dessa forma quando a pessoa com deficiência, principalmente a pessoa autista tem um suporte mínimo ela vai longe, ela voa”.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) defendeu o fim do capacitismo estrutural como forma de garantir os direitos plenos dos autistas.
“E quem disse que tem que se determinar como nós somos, como nós falamos, como nos posicionamos. A sociedade é deficiente quando ela não permite que as pessoas possam se expressar com sua singularidade”.
Representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Larissa Argenta destacou que já existe legislação que garanta os direitos dos autistas, mas é preciso que as políticas públicas sejam implementadas.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Karla Alessandra.








