01/02/2023 18:34 - Política
Radioagência
Bancada feminina quer promover a inclusão de mais mulheres nos espaços de poder
BANCADA FEMININA QUER PROMOVER A INCLUSÃO DE MAIS MULHERES NOS ESPAÇOS DE PODER. A REPÓRTER KARLA ALESSANDRA OUVIU AS DEPUTADAS DURANTE A POSSE DA NOVA LEGISLATURA.
A bancada Feminina da Câmara vai contar com 90 deputadas nessa nova legislatura, e a coordenadora, deputada Luísa Canzianni, do PSD do Paraná, garantiu que em um primeiro momento a bancada vai se empenhar para que mais mulheres ocupem lugares de decisão dentro do Legislativo.
“Que as mulheres possam presidir as comissões, para que elas possam entrar em rodízios importantes de relatorias, de espaços de poder. Estamos nesse diálogo constante para que os partidos façam indicações para que mulheres estejam nesses espaços de poder aqui na casa porque a gente sabe da importância desses espaços para tomada de decisões e também para atividade legislativa”.
Luiza Canzianni lembrou que a bancada funciona com temáticas ligadas às mulheres como educação, saúde, combate à violência e acesso ao mercado de trabalho e as propostas ligadas e esses temas serão discutidas com as deputadas para serem colocadas na pauta de votações.
Em seu sétimo mandato, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) destacou um dos principais pontos que a bancada feminina deve defender é justamente garantir que direitos já adquiridos não sejam retirados das mulheres.
“A gente corre muito risco, numa Câmara que ainda tem uma parcela conservadora grande a gente ter matérias que invistam em perder direitos que nós conquistamos nesse período, mesmo em período de resiliência, de grande resistência, a bancada feminina conseguiu avanços importantes, então nós não queremos andar para trás, chega de andar para trás”.
Já a deputada Ana Pimentel, do PT de Minas Gerais, está em seu primeiro mandato, e afirmou que para aumentar a bancada feminina é preciso reservar as cadeiras para as mulheres com o financiamento partidário.
“E paralelamente a isso é muito importante a gente debater a autonomia econômica, psicológica das mulheres para que elas tenham condição de entrar na vida política com liberdade. Porque atuar politicamente ainda é um desafio para as mulheres”.
Também em sua primeira vez trabalhando no Poder Legislativo, a deputada Socorro Neri, do PP do Acre, já foi prefeita de Rio Branco e espera poder trabalhar pautando ações de promoção de direitos das mulheres com atenção especial ao meio ambiente.
“Cuidado com o desenvolvimento sustentável, sobretudo para mim que venho da Amazônia, essa é uma pauta muito cara, e à medida que desenvolvermos essas ações sempre com o foco na democracia, no fortalecimento das duas dimensões que a democracia precisa ter, tanto a democracia política quanto a social, sempre com o mandato voltado para o interesse público, para o bem comum”.
Já a deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, é uma das duas mulheres trans eleitas para essa legislatura, e ela afirmou que é preciso recuperar o país que foi polarizado nos últimos anos.
“O Brasil foi muito devastado nos últimos anos pela política de morte que estava em curso e nós precisaremos enfrentar a fome, a pobreza, as desigualdades sociais que tem imperado com força na nossa sociedade e acho que essa é uma das pautas que eu trabalharei com bastante empenho”.
Atualmente uma representante da bancada feminina participa de todas as reuniões de líderes onde são definidas as propostas que serão analisadas pelo Plenário da Câmara.
Da Radio Câmara, de Brasília, Karla Alessandra.








