08/03/2021 17:25 - Direitos Humanos
Radioagência
Câmara tem projetos prioritários para proteção da mulher
“Mulheres na Liderança: alcançando um futuro igual em um mundo de Covid-19”. O tema escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para comemorar o Dia Internacional da Mulher em 2021 destaca o papel delas no combate à pandemia, como profissionais de saúde ou em outras funções.
A ONU aponta a importância de se ter mulheres na tomada de decisões, tanto em relação ao enfrentamento da crise sanitária e econômica quanto nas providências para o fim da violência de gênero ou para a igualdade salarial.
Relatora da comissão externa que acompanha desde o ano passado na Câmara as ações de combate à pandemia, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), defende que é preciso homenagear, neste dia Internacional da Mulher, as profissionais de saúde que estão na linha de frente dos cuidados aos pacientes com Covid-19. Ela afirma que muitas mulheres perderam espaço no mercado de trabalho por conta da pandemia e as que ficaram enfrentam jornadas triplas com o trabalho remoto e o cuidado com a casa e os filhos.
Para combater a violência de gênero, Carmen Zanotto aposta na mobilização da sociedade.
“A gente precisa manter essa pauta e a gente precisa alertar esse coletivo de mulheres, tratando muito desse tema, para que elas, mesmo aquelas que estejam em isolamento, possam manifestar aos seus familiares, através de uma mensagem, através de sinais, que ali, ela está sofrendo violência, e ela precisa de socorro. ”
A coordenadora-adjunta da Secretaria da Mulher, deputada Tereza Nelma (PSDB-AL), lembra que, nos últimos dois anos, 50 propostas de interesse da população feminina foram votadas. Outros 24 projetos prioritários fazem parte de uma lista a ser incluída na pauta do Plenário durante este mês de março. A relação de temas inclui penas mais duras para o feminicídio (PL 4196/20) e o acesso a exames pré-natais durante a pandemia (PL 2442/20).
A parlamentar ressalta a necessidade de atualizar a legislação e comemora o fato de que, tanto na Câmara quanto no Senado, há representantes da bancada feminina no Colégio de Líderes.
“Temos direito, como os outros, de participar das decisões das duas casas de Poder; queremos ser ouvidas quando reivindicarmos uma pauta; queremos mais espaço nas relatorias de todas as áreas e ter voz no colegiado é fundamental para isso. ”
A bancada feminina da Câmara, aliás, é a maior de todas as legislaturas: tem atualmente 79 parlamentares. Participante da Assembleia Constituinte que elaborou a Constituição de 1988, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA), credita esse aumento do número de mulheres deputadas à mudança nas regras que passou a destinar 30% do fundo eleitoral para candidaturas femininas.
Lídice da Mata explica que, mesmo com pensamentos distintos e pulverizada em vários partidos, a bancada feminina está unida em temas como o combate à violência contra a mulher e a luta por mais direitos.
“A presença da mulher na política, no Congresso Nacional, em um número maior, faz com que a política vá ficando melhor, com que o olhar da mulher também vá se aprimorando sobre a política nacional. Aprendem as mulheres e aprende o Parlamento nessa convivência respeitosa, importante, indispensável e democrática de participação das mulheres. ”
Uma iluminação especial, de cor lilás, comemora simbolicamente o Dia Internacional da Mulher, mudando o visual das cúpulas da Câmara e do Senado à noite durante toda esta semana.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Cláudio Ferreira.








