30/11/2020 14:52 - Política
Radioagência
8 deputados devem tomar posse como prefeitos em 2021
Com o segundo turno das eleições municipais, foram eleitos 10 deputados federais ao todo na disputa pelas prefeituras neste ano: 8 prefeitos, 1 vice-prefeito e 1 vereador. No total, 66 deputados se candidataram, um número menor que o de outras eleições, que geralmente superavam 80 candidatos.
Nas capitais, foram eleitos João H. Campos (PSB-PE), para a prefeitura de Recife (PE); Edmilson Rodrigues (Psol-PA), para Belém (PA); Eduardo Braide (Pode-MA), para São Luís (MA); e JHC (PSB-AL), para Maceió (AL). No interior, Margarida Salomão (PT-MG), para Juiz de Fora (MG); Sergio Vidigal (PDT-ES), para Serra (ES); Alexandre Serfiotis (PSD-RJ), para Porto Real (RJ); e Roberto Pessoa (PSDB-CE), para Maracanaú (CE).
Para vice-prefeito de Nova Iguaçu (RJ), venceu o deputado Juninho do Pneu (DEM-RJ). Dois suplentes de deputados - Paulo Marinho Jr (PL-MA), de Caxias (MA); e Deuzinho Filho (Republicanos-CE) , de Caucaia (CE) - também foram eleitos vice-prefeitos. E o deputado Ronaldo Martins (Republicanos-CE) (Republicanos), foi eleito vereador em Fortaleza (CE). O deputado Wladimir Garotinho (PSD-RJ) venceu a prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ), mas sua eleição ainda está pendente de um julgamento da Justiça Eleitoral.
As eleições deste ano colocaram em primeiros lugares no ranking de prefeitos eleitos MDB, PP e PSD. Mas PSDB, MDB e DEM vão governar mais pessoas, principalmente o PSDB por conquistar São Paulo e cidades do interior paulista. Quem mais cresceu em relação a 2016 foi DEM, PP e PSD e isso vale também para o total de vereadores.
O professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná Emerson Cervi afirma que essas eleições podem ter significado uma valorização dos partidos tradicionais:
“Quem venceu foi a política. Quem perdeu foi a antipolítica. Você vai ver que na frente estão os partidos institucionalizados, os partidos tradicionais, os partidos que têm uma organização, que têm algum tipo de profissionalização. ”
Emerson não acredita que a esquerda perdeu muito; mas, sem dúvida, ficou mais fragmentada. O PT, pela primeira vez desde a redemocratização, não conseguiu eleger nenhum prefeito de capital. Já PSB, PDT e PSOL conseguiram eleger prefeitos em capitais:
“O caso do PT é um momento de transição. Aqueles votos de esquerda, progressistas, que iam quase que naturalmente para o PT, agora eles estão se distribuindo para outras siglas de esquerda. ”
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar calculou que, dos 33 partidos que disputaram as eleições, 18 atingiram uma das condições da chamada cláusula de barreira ao ter 2% dos votos válidos. A medição foi feita com os votos para vereadores. A cláusula efetiva, prevista na Emenda Constitucional 97 (EC 97/2017), fala em 2% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados em 2022, além de outras exigências.
Somente partidos que consigam alcançar as metas mínimas poderiam continuar tendo acesso a recursos do fundo partidário e tempo de rádio e TV. A ideia é reduzir a fragmentação partidária e a cláusula será aplicada junto com o fim das coligações entre partidos. Ou seja, as regras podem incentivar fusões partidárias.
15 partidos, segundo o DIAP, não teriam atingido os 2% agora, a exemplo de PSOL, PCdoB, PROS, REDE e Novo.
Este ano, com o fim das coligações para vereador, os cientistas políticos já observaram que vai cair o número de partidos com representação nas câmaras municipais, principalmente nas cidades menores.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Sílvia Mugnatto








