10/08/2020 15:00 - Energia
Radioagência
Parlasul debate integração elétrica do Mercosul
Foi aprovado (23/07) projeto de lei em uma comissão do Parlasul, o Parlamento do Mercosul, sobre a integração elétrica do bloco. A ideia é otimizar o uso da energia na região, reduzindo custos para os consumidores. O Mercosul é formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Integrante do Parlasul, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que o Chile também tem participado das conversas sobre o tema.
Segundo Chinaglia, a ideia é adotar modelo semelhante ao da União Europeia:
“Tem momentos, e isso é próprio do setor elétrico a partir das hidrelétricas, que pode haver mais energia produzida que consumida. Mas ao mesmo tempo, por exemplo, na Argentina, que poderia comprar a energia de Itaipu mais barata, ela usa a energia vinda do gás ou do petróleo. A mesma coisa com o Chile. O Chile é muito dependente do gás. Então esse é o sentido geral. Fazer a integração energética para que a energia fique mais barata para os consumidores dos vários países. ”
O deputado Ricardo Barros (PP-PR) destacou que a integração também garante segurança energética para o bloco:
“A possibilidade de, na integração de redes, nós podermos assegurar energia quando houver algum tipo de interrupção de fornecimento por qualquer que seja o motivo em áreas de produção ou distribuição. A integração serve para assegurar segurança energética.”
De acordo com a agência Parlasul, o parlamentar paraguaio Ricardo Canese enfatizou que a troca de eletricidade que existe na região é muito menor que a energia que é jogada fora apenas em Itaipu. Existe a possibilidade de criação de uma empresa pública de energia para gestão da integração. A integração elétrica do Mercosul passará agora por vários debates no Parlamento do Mercosul.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Sílvia Mugnatto.








