05/08/2020 17:18 - Saúde
Radioagência
Vacina contra coronavírus só a partir de 2021
As primeiras 15 milhões de doses da chamada Vacina de Oxford contra o coronavírus devem ser disponibilizadas pela Fundação Oswaldo Cruz a partir de janeiro de 2021. A informação foi dada por Mauricio Zuma, diretor do Instituto Biomanguinhos, em audiência da Comissão Externa da Câmara que acompanha as ações de combate à Covid-19. O cronograma definitivo para a chegada da vacina aos postos de saúde, no entanto, ainda não está fechado.
Parlamentares integrantes da comissão ressaltaram a importância do planejamento para a distribuição e a aplicação da vacina e alertaram para as pressões que podem acontecer, já que, em um primeiro momento, não haverá doses para toda a população.
O diretor de Biomanguinhos, Mauricio Zuma, explicou que a vacina é líquida e de aplicação intramuscular, o que facilita a logística. Pode ser conservada em temperaturas entre 2 e 8 graus, como acontece com outras vacinas.
O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, afirmou que será utilizada a mesma estratégia de vacinação empregada na imunização contra a influenza. Ele informou que o Ministério da Saúde já está planejando a compra de seringas e agulhas junto à indústria nacional. E revelou que, a partir de um estudo epidemiológico, já foram definidas as prioridades na aplicação das primeiras doses, que incluirão também os profissionais de saúde.
“Pelo comportamento da doença, a gente vem avaliando que os grupos prioritários no Brasil são os grupos com o intervalo etário, com a faixa etária mais avançada e que nesse grupo com a faixa etária mais avançada, o grupo que apresenta comorbidades”.
Entre essas comorbidades, estão os problemas cardíacos e a obesidade. Para o representante dos secretários municipais de saúde, Willames Bezerra, o país está preparado para a vacinação, pois aplica 200 milhões de doses anualmente. Já o representante dos secretários estaduais, Nereu Mansano, ressaltou que os estados já estão organizando a logística e a chamada “rede de frio”, composta pelos equipamentos de conservação das vacinas nas unidades de saúde.
Coordenador da Comissão Externa da Câmara, o deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr (PP-RJ) enfatizou a necessidade de planejamento, diante da expectativa em torno de uma vacina contra a Covid-19.
“Os gestores têm que estar muito bem organizados, (saber) pra quem aplica, qual é a divisão de doses, pra não acontecer uma verdadeira guerra da população pela vacina”.
As primeiras 30 milhões de doses da vacina de Oxford virão do exterior e serão finalizadas pela Fundação Oswaldo Cruz. O acordo prevê a produção nacional de outras 70 milhões de doses.
O representante da Fiocruz na audiência pública, Marco Krieger, lembrou que tanto a produção da vacina quanto a transferência de tecnologia dependem de recursos orçamentários.
O coordenador da comissão externa, deputado Doutor Luiz Antonio Teixeira, anunciou que o presidente Jair Bolsonaro já sinalizou positivamente para a edição de uma medida provisória prevendo R$ 2 bilhões com esse objetivo.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Cláudio Ferreira.








