21/07/2020 19:48 - Saúde
Radioagência
Comissão Externa discute situação da pandemia em Minas Gerais
A comissão externa que acompanha as ações de enfrentamento à Covid 19 realizou reunião virtual para discutir a situação da pandemia em Minas Gerais (21/7).
O governador do estado, Romeu Zema, destacou que Minas Gerais ocupa o segundo lugar entre os estados brasileiros com menor incidência de óbitos por cem mil pessoas. Segundo ele, a baixa mortalidade se deve à eficácia nas ações de enfrentamento à pandemia.
“Nós já estamos quase que no pico ou quase ultrapassando o pico da pandemia no estado. Há sete dias os números estabilizaram, até então eles estavam crescendo. A previsão indica que o pior talvez já tenha ficado para trás, mas nós não vamos relaxar porque sabemos que uma segunda onda, que qualquer imprevisto ainda está sujeito a acontecer”.
O secretário de saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Pereira, afirmou que, de uma forma geral, não houve desassistência no estado, com ampliação dos leitos de UTI de 2.017 para 3.595, com ocupação média de 68% desses leitos e com ocupação máxima de 81% .
“E nós temos um plano que é o Minas Consciente, que é uma avaliação semanal de como está o perfil, o desempenho da rede e de como está também o aumento de incidência de casos no estado com o objetivo de fazer flutuar o grau de isolamento entre o isolamento de serviços essenciais e a migração para outros setores da economia. Isso com um objetivo muito dinâmico: se está melhorando, a gente migra; se não está melhorando, a gente retorna um pouco, porque essa epidemia, ela com certeza ficará entre nós aí por um período que não vai ser tão curto assim e a gente pode ter umas novas ondas, algumas acentuações e é importante a gente ter uma ferramenta no governo que nos traga essa possibilidade de progredir e de retroagir se for o caso”.
A presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais, Kátia Rocha, lembrou que, mesmo sendo fundamentais no atendimento da população, o SUS libera recursos para esses hospitais que cobrem em média 50% das despesas.
“Para que os nossos hospitais funcionem e estão funcionando nos últimos 20 anos, infelizmente é através dos bancos e do endividamento constante com os nossos fornecedores, com os nossos trabalhadores da área da saúde e isso se fosse uma situação isolada talvez se justificaria pela suposta má gestão de um gestor hospitalar, mas isso se repete em todo o país”.
Secretário do Ministério da Saúde, Luiz Otávio Franco Duarte informou que, para tentar resolver o problema do endividamento dos hospitais filantrópicos e santas casas, já marcou reunião para o dia 04 de agosto com o Banco Central, as instituições financeiras e a Febraban.
“Estamos tentando realmente dar uma solução para estes empréstimos que viraram uma bola de neve. Então temos que aproveitar agora e definir e reavaliar todos os contratos que são históricos e têm valores muito vultosos, que realmente prejudicam a assistência do SUS”.
O presidente da comissão, deputado Dr. Luiz Antônio Teixeira Jr. (PP-RJ), lembrou que uma das lutas da Comissão de Seguridade Social e Família é, há alguns anos, o reajuste da tabela SUS, com a volta do pagamento por procedimentos, remunerando mais os hospitais que trabalham mais.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Karla Alessandra.








