14/07/2020 17:49 - Política
Radioagência
Ato pede impeachment de presidente Bolsonaro
Representantes de movimentos sociais, de centrais sindicais e de partidos de oposição se reuniram no gramado em frente ao Palácio do Congresso (nesta terça-feira, 14) para divulgar um documento que pede o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Durante a manifestação, faixas, bandeiras, cartazes e cruzes de madeira lembraram os mais de 70 mil mortos em consequência da Covid-19. Havia também indígenas e integrantes do movimento LGBT.
O advogado Gustavo Ramos, que assina a petição, explicou os quatro eixos que compõem o documento: crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos pelo presidente contra o livre exercício de direitos políticos, sociais e individuais; contra a probidade da administração pública; ameaça a outros poderes e crimes contra a segurança interna do país, relativamente à pandemia do coronavírus.
“Por vezes, um desprezo absoluto à própria existência da pandemia; e por outras, a negação, a resistência, o boicote a medidas preventivas que seriam essenciais”.
Os organizadores divulgaram que o documento está sendo apoiado por artistas como Chico Buarque e Lucélia Santos, comentaristas esportivos como Casagrande e pelo ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira. A petição foi entregue a quatro deputados de oposição, que se comprometeram a repassá-la à presidência da Câmara.
Um dos parlamentares, [[Carlos Zarattini]], criticou a escolha, como ministro interino da Saúde, de um militar que não entende do Sistema Único de Saúde e acusou o ministério de estar sem atuação durante a pandemia.
“ A gente espera que o presidente Rodrigo Maia dê andamento a esse processo de impeachment, abra o processo. Tem mais de 30 pedidos de impeachment, não é possível que nenhum tenha fundamento suficiente para ser aberto”.
Em resposta à manifestação, o deputado [[Coronel Armando]] argumentou que esse é mais um pedido de impeachment com fundo político, fato que seria comprovado, segundo ele, pelo apoio de artistas e movimentos sociais. Ele afirmou que o Executivo federal foi prejudicado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de dar autonomia a estados e municípios no combate ao coronavírus.
“O impeachment se baseia na parte do enfrentamento da pandemia, quando, desde o início, o presidente Bolsonaro criou um gabinete de crise no Palácio do Planalto, que reúne diversos ministérios, reúne a Anvisa, para que a gente possa tomar as ações necessárias tanto no campo da saúde quanto da economia”.
A Secretaria Geral da Mesa da Câmara informou que, além desse, foram recebidos outros 51 pedidos de impeachment contra o presidente Bolsonaro. Em entrevista a uma rádio (nesta terça-feira, 14), o presidente da Câmara, deputado [[Rodrigo Maia]], declarou que iniciar um processo de impeachment neste momento poderia aprofundar a crise causada pela epidemia do coronavírus.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Cláudio Ferreira.








