08/04/2020 16:30 - Economia
Radioagência
Líderes concordam com exclusão de subsidiária da Eletrobras de programa de privatização
Parlamentares de diferentes partidos concordam com a decisão do governo de excluir a Eletrobras Participações do Programa Nacional de Desestatização. Um decreto nesse sentido (Decreto 10.304, 01/04/ 20) foi editado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, com assinatura do ministro da Economia, Paulo Guedes.
A ideia de privatizar a Eletropar, uma subsidiária da Eletrobras com participações em empresas, ganhou força durante o governo de Michel Temer. Mas essa sempre foi uma questão polêmica e agora diferentes lideranças concordam que não é o momento de manter a empresa no plano de privatização.
Vice-líder da oposição, o deputado Aliel Machado, do PSB do Paraná, afirmou que a privatização não traria eficiência e lucro ao Brasil.
"Eu espero que essa decisão do governo não esteja acontecendo apenas por causa da pandemia. Que haja uma conscientização, que a Eletrobras pode e deve cumprir um papel estratégico na economia brasileira e ela é de todos os brasileiros. Por isso, nós somos contrários à privatização da Eletrobras. "
Segundo Aliel Machado, poucos países dispõem de tantas fontes hidráulicas para a energia como o Brasil. O deputado considera que as experiências de privatização no setor elétrico deram errado e destaca que a Eletrobras presta serviço essencial ao país.
A divergência em relação à privatização da Eletrobras deve ficar para um segundo momento, segundo o deputado Claudio Cajado, do PP da Bahia, vice-líder do governo no Congresso.
"E no momento que passarmos desse combate à pandemia do coronavírus, penso que todos poderemos conversar com mais amplitude. O efeito disso, não apenas do ponto de vista do orçamento geral União, que previa essas receitas, poderá, sim, trazer algumas consequências para a economia brasileira. Porém, hoje, todos nós estamos conscientes de que tudo a seu tempo. E o tempo presente agora é de combate ao coronavírus."
A Eletropar concentra participações da Eletrobras em empresas, como a transmissora de energia paulista Cteep; a geradora Emae - esta controlada pelo governo de São Paulo- ; a EDP Energias do Brasil e a Light.
Segundo o governo, a retirada da Eletropar do Programa Nacional de Desestatização ocorreu para que a companhia tenha condições de contribuir com os negócios das empresas. A manutenção no programa a impedia de praticar diversos atos de gestão.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Luiz Cláudio Canuto








