12/03/2020 00:31 - Saúde
Radioagência
Governo aponta riscos do coronavírus e pede mais recursos no orçamento
Em reunião emergencial que contou com as presenças dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediu ao Congresso a aprovação de suplementação orçamentária de R$ 5 bilhões para combater os efeitos do coronavírus no país.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, avaliou que deputados e senadores vão colaborar para o combate aos efeitos do vírus no sistema de saúde do país.
“A necessidade da suplementação do Orçamento emergencial do combate do coronavírus, pedido de R$ 5 bilhões que eu tenho certeza de que o Congresso e o governo em conjunto vão organizar esta solução ainda esta semana, eu acho muito importante.”
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apontou que uma medida provisória emergencial pode ser a garantia imediata dos recursos, uma vez que ela pode ser considerada exceção na regra do teto dos gastos, que pode impedir novos investimentos do governo.
O ministro da Saúde apontou a necessidade de recursos para permitir aos estados adotarem medidas de reforço ao sistema de saúde.
“É necessário que tenhamos rapidamente o recurso para descentralizar uma parte deles no per capita, para estados, que já vêm com suas finanças difíceis, e seus municípios, possam tomar as medidas necessárias para poder enfrentar”.
Uma das medidas planejadas, segundo Mandetta, é deixar as unidades básicas de saúde abertas até meia-noite.
O deputado Vítor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara, falou em uma espécie de trégua entre governistas e oposição para aprovar os recursos extraordinários. E frisou a proposta de Paulo Guedes de reservar outros R$ 5 bilhões do orçamento para medidas complementares de combate ao vírus.
“Muitos deputados e senadores, tanto da situação quanto da oposição, e ficou claro que vai haver um esforço muito grande do Parlamento, em colaboração com o Executivo. O ministro da Economia sugeriu até separar esses 5 bilhões para a saúde, e formar um fundo especifico para a solução da crise do coronavírus, que pode ser empregado no colapso da economia."
O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, traçaram para os parlamentares um quadro de risco para a economia diante de eventual escalada do número de casos da doença em setores como o de aviação e de serviços.
Mas a oposição, embora apoie a aprovação de mais recursos para a saúde, quer cobrar do governo medidas mais concretas para recuperação da economia. O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) pediu medidas que gerem emprego e renda.
“Essa reunião serviu para que o ministro da saúde fizesse um apelo por mais recursos, o que é justo e necessário, e para que o ministro Paulo Guedes insistisse na sua ladainha que não vem dando resultados, como que fazendo uma chantagem com o Congresso para que ele aprove o que o governo quer, e que não vem aquecendo a economia, então esse é um tempo perdido, infelizmente.”
A reunião foi convocada pelo presidente da Câmara e contou com a presença de líderes partidários da Câmara e do Senado, e dos ministros, Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, Paulo Guedes, da Economia, Jorge Oliveira, secretário-geral da Presidência, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretário de Governo, além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Marcello Larcher








