07/11/2019 09:20 - Economia
Radioagência
Comissão tenta regulamentar moedas virtuais
Num futuro muito próximo, o primeiro contato que uma criança terá com o dinheiro será por meio de uma moeda virtual e não através de um banco físico, disse Marcelo Miranda, representante da empresa Flowbtc, que trabalha com bitcoins.
“As novas gerações já têm uma nova mentalidade sobre isso. A nova geração já vem com novo chip, e tem isso como algo inerente”.
Marcelo falou à comissão especial da Câmara destinada a regulamentar as moedas virtuais e programas de milhagem aérea como 'arranjos de pagamento', que são fiscalizados pelo Banco Central (PL 2303/15, que altera a Lei 12.865/13).
Esse mercado de moedas virtuais, as criptomoedas, ainda não foi regulamentado no país. Mas já é uma realidade para muitos investidores e, por não ter uma regra clara, gera muitas discussões pelos riscos que envolve, como admitiu Miranda.
“O mercado teve alguns solavancos, com atores que, no mercado agiram mal até de forma criminosa. Esse tipo de crime da pirâmide não é uma exclusividade, existe em outros mercados”.
A empresa investe no treinamento em educação para essa nova realidade, já tendo alfabetizado dois mil alunos sobre como funciona o mercado de moedas virtuais. A empresa faz também um trabalho de empreendedorismo social com catadores de material reciclável em Santa Cruz da Esperança, em São Paulo, para que transformem sua produção em criptomoedas.
O relator da matéria, deputado Expedito Netto, do PSD de Rondônia, disse que pretende apresentar um relatório moderno que contemple todo o processo de transição e amadurecimento que vive o setor de moedas virtuais.
Da Rádio Câmara de Brasília, Eduardo Tramarim








