11/07/2019 08:25 - Trabalho
Radioagência
Plenário aprova texto base da reforma da Previdência
No dia da votação da reforma da Previdência no Plenário da Câmara, protestos e confusão do lado de fora não impediram que a matéria avançasse. Nas redes sociais a votação da reforma chegou a estar entre os assuntos mais comentados na internet. Ali, a opinião pública estava dividida. Dentro do plenário a sessão se iniciou ao meio dia, com a obstrução dos partidos de oposição. Foram vários pedidos para que a votação fosse adiada e os deputados marcavam suas posições.
O líder do PCdoB, deputado Daniel Almeida, da Bahia disse que a economia da reforma vai sair do bolso dos mais pobres.
Giovani Cherini, do PL do Rio Grande do Sul, reconheceu que alguns vão fazer sacrifícios.
Já o líder do PT, deputado Paulo Pimenta, do Rio Grande do Sul, classificou a proposta de reforma de cruel.
O deputado Luis Miranda, do Democratas do Distrito Federal, argumentou que todos deram sua cota de sacrifício.
Além do debate político, a sessão também teve um reconhecimento público. O deputado Delegado Waldir, líder do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, elogiou o trabalho do presidente da Câmara na condução dos trabalhos.
O próprio presidente Rodrigo Maia subiu à tribuna para falar sobre a importância da aprovação da reforma da Previdência.
Nem todos festejaram o resultado. Um dos que lamentaram a aprovação foi a deputada Fernanda Melchionna, do Psol do Rio Grande do Sul.
O processo de votação do texto principal da reforma começou no início da noite. E às 20 horas veio o resultado: foram 379 votos a favor e 131 contra a reforma da Previdência. O resultado é um prenúncio de que a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados pode ser concluída ainda nesta semana.
Anote aí alguns dos principais dos pontos da reforma aprovada: para aposentar, todos os trabalhadores terão que somar idade e tempo de contribuição. Homens se aposentam com 65 anos e as mulheres 62. O tempo mínimo de contribuição passa a ser 20 anos para homens e 15 anos para mulheres. No caso de servidores público, são 25 anos de contribuição. O cálculo do benefício leva em conta a média de todos os salários de contribuição: começa com 60% da média de todos os salários recebidos pelo trabalhador ao longo da vida.
Para quem está perto de se aposentar, foi estabelecida a seguinte regra geral de transição: mulheres poderão aposentar a partir dos 57 anos e homens a partir dos 60 anos desde que cumpram um tempo a mais de serviço de 100% do que faltava para se aposentar na regra atual. Ou seja, se faltava um ano para se aposentar, na nova regra teria que trabalhar dois anos.
Agora os deputados vão se debruçar sobre os destaques, que são mudanças pontuais no texto. Os que tem mais chances de serem aprovados são: o que flexibiliza as regras de transição para policiais, e o que permite às mulheres aumentarem o valor de suas aposentadorias mais cedo que os homens em relação ao tempo de contribuição.








