13/03/2019 21:34 - Meio Ambiente
Radioagência
Novos presidentes nas comissões de Minas e Energia e de Integração Nacional
Comissões de Minas e Energia e de Integração Nacional vão focar em debates para conciliar o desenvolvimento econômico com a proteção ambiental. A intenção dos presidentes dos dois colegiados é prevenir desastres e crimes socioambientais, como o rompimento da barragem da mineradora Vale, que deixou mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos, além de incontável dano ao meio ambiente de Brumadinho e municípios vizinhos. Eleito para comandar a Comissão de Minas e Energia, o deputado Silas Câmara, do PRB do Amazonas, explicou que temas tradicionais do colegiado - como petróleo, gás e energia elétrica - vão dividir espaço com mudanças legislativas no setor de mineração.
"Há uma pauta muito extensa. O Brasil passa por uma mudança muito grande nas suas prioridades. Acho que as pautas que vão tomar conta da nossa comissão estão muito perto da mineração, até por conta do acidente de Brumadinho. Há uma ansiedade muito grande de debatermos a tarifa de energia e, de fato, conhecer a planilha de como esse custo é composto. Os deputados também têm necessidade de debater a questão da distribuição dos royalties, a quantidade da energia elétrica e as mais variáveis formas de produção, tanto eólica quanto solar".
Na mesma linha, o presidente eleito da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia, deputado Átila Lins, do PP do Amazonas, lembra que a lama tóxica da Vale ameaça atingir o São Francisco, conhecido como o "rio da integração nacional". Lins avalia que a sucessão de crimes socioambientais também impacta o debate em torno das atividades econômicas na Amazônia.
"Quando se trata de Amazônia, haverá questões de mineração, questões indígenas, meio ambiente e gargalos que ainda impedem o desenvolvimento da região amazônica. Esse problema de Brumadinho e outros acidentes também cabem no debate por causa da integração que queremos ajudar a desenvolver. Não haverá, em momento algum, a possibilidade de excluirmos algum tema porque todos estão englobados na infraestrutura, na integração e no desenvolvimento".
A Comissão de Minas e Energia tem 48 deputados, enquanto a Comissão de Integração Nacional é composta por 20 parlamentares.








