14/02/2019 16:25 - Política
Radioagência
Plenário encerra Ordem do Dia sem votar acordos
O Plenário da Câmara dos Deputados encerrou os trabalhos nesta quinta-feira (14) sem analisar os quatro acordos internacionais que estavam na pauta. Houve obstrução dos trabalhos, e parlamentares da base do governo e da oposição se alternaram em discursos a favor e contra o governo Bolsonaro.
Dois dos acordos em pauta tratavam de cooperação educacional (PDCs 379/16 e 824/17). Havia ainda um acordo com a Jamaica sobre matéria tributária (PDC 514/16) e outro com Portugal para criar o Prêmio Monteiro Lobato de Literatura para a Infância e a Juventude (PDC 859/17).
Mas o que dominou a sessão foi mesmo a troca de acusações entre base do governo e oposição.
O deputado Henrique Fontana, do PT do Rio Grande do Sul, cobrou explicações a respeito das denúncias envolvendo o ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, que movimentou sete milhões de reais num período de três anos, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf. Também citou denúncias de depósitos feitos na conta do próprio senador, entre junho e julho de 2017, num total de 96 mil reais.
"É impressionante que o PSL não consegue garantir assinaturas para instalar uma CPI para investigar as movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, homem de confiança da família Bolsonaro, o motorista mais bem remunerado do Brasil. E a outra coisa que o PSL pode subir à tribuna para explicar é porque Flávio Bolsonaro faz 50 depósitos de R$ 2 mil instantâneos um atrás do outro, eu não conheço no capitalismo depósito desse que seja legal."
Em entrevista à TV Record, Flávio Bolsonaro disse que os depósitos eram pagamento pela venda de um imóvel e tiveram esse valor por ser o limite máximo do caixa eletrônico.
Outro tema alvo de críticas da oposição durante a sessão do Plenário foi a possibilidade de candidaturas laranja do PSL, pagas com dinheiro do fundo eleitoral, apontada em reportagens do jornal Folha de São Paulo.
O deputado Alexandre Frota, do PSL de São Paulo, afirmou que quer a prisão de Queiroz e que não há espaço para laranjas em seu partido.
"Nessas duas semanas, eu e o povo brasileiro estamos assistindo aqui um verdadeiro reality show onde os três partidos sujos pregam diversas mentiras e inverdades, principalmente a respeito do PSL. Parece que tudo é culpa do Bolsonaro. Sobem aqui pra falar do Queiroz. Eu também quero o Queiroz preso, e aí? Agora, minha pergunta é: vocês querem o Lula preso? Não. E vou falar que laranja podre no PSL será esmagada."
O Plenário da Câmara só volta a se reunir para votar propostas na semana que vem.








