07/11/2018 10:03 - Ciência e Tecnologia
Radioagência
Debatedores avaliam que “internet das coisas” depende de mudanças na tributação
Um seminário na Câmara dos Deputados avaliou que o desenvolvimento no Brasil da chamada "internet das coisas" dependerá de mudanças na tributação do setor, de revisão do marco regulatório das telecomunicações e de garantia da privacidade dos usuários.
A "internet das coisas" é o conjunto de sistemas digitais que permite a interação inteligente entre os mais diversos objetos por meio da rede mundial de computadores. Isso facilita o monitoramento e o gerenciamento a distância, aumentando a eficiência em diferentes atividades.
Estudo do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, apontou que agronegócio, indústria, cidades e saúde são os setores prioritários para a aplicação da "internet das coisas" no Brasil. O trabalho estima que o benefício esperado poderia chegar a 200 bilhões de dólares por ano em 2025.
Esse estudo orientou ainda a elaboração de um plano nacional, atualmente em análise na Casa Civil da Presidência da República.
O deputado Vitor Lippi, do PSDB paulista, ressalta a importância do tema:
"Se a gente aproveitar bem isso, nós podemos ter um País bem melhor, nós podemos ser realmente um player mundial. Por que? Porque nós também saímos na frente nessa questão de fazer um plano nacional de 'internet das coisas', coisa que os outros países ainda estão começando, mas ainda não fizeram. Então, outra grande oportunidade, porque o melhor resultado é aquilo que é planejado."
O seminário na Câmara foi proposto pelo deputado Goulart, do PSD paulista, presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Ao final do evento, os deputados Goulart e Vitor Lippi defenderam a criação de uma subcomissão permanente para acompanhar o desenvolvimento da "internet das coisas" no Brasil.








