08/10/2018 17:30 - Política
Radioagência
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O PT de Fernando Haddad perdeu deputados, mas se mantém como maior bancada da Câmara, e a surpresa da eleição, o PSL de Jair Bolsonaro, elegeu a segunda maior bancada da Câmara para a legislatura que se inicia no ano que vem.
O PT, que em 2014 elegeu 69 deputados, desta vez conseguiu eleger 56. E o PSL que elegeu apenas um deputado quatro anos atrás, fez bancada de 52 deputados. Inclusive o deputado que teve a maior votação nesta eleição em termos numéricos, Eduardo Bolsonaro, com mais de um milhão e 800 mil votos em São Paulo. Até então, o recorde de votos era de Enéas Carneiro, que em 2002 conquistou pouco mais de um milhão e meio de eleitores.
O PP, Partido Progressista, elegeu a terceira maior bancada, 37 deputados. O MDB, que em 2014 elegeu 65 deputados, caiu quase pela metade: agora terá bancada de 34. PSD também terá 34. PR com 33, PSB 32, PRB, 30 e DEM 29. O PSDB, que elegeu 54 representantes para a Câmara há quatro anos, caiu para 29 eleitos.
O cientista político da Universidade de Brasília Adrian Albala ressalta a queda de representatividade de grandes partidos como MDB e PSDB, além do crescimento do até então nanico PSL, que ele chama de "estratosférico".
Para Albala, o crescimento do partido, juntamente com as legendas que devem se declarar pró-Bolsonaro, representa uma vantagem para o candidato, caso ele seja o eleito no segundo turno.
"As coalizões no Brasil têm sido bastante estáveis e têm se mantido. O que acontece agora é o fim dos grandes partidos que organizavam esse presidencialismo de coalizão. E agora com esse crescimento das bancadas pró-Bolsonaro, porque a gente tá mencionando o PSL mas não esquecemos que DEM, PP, PRB, é de se esperar que talvez a bancada do Bolsonaro seja mais coesa que nunca."
O partido de Bolsonaro figura entre as maiores votações de cinco estados. Além do filho do presidenciável, são filiados ao PSL os deputados mais votados de Goiás, Delegado Waldir; do Mato Grosso, Nelson Barbudo; de Minas Gerais, Marcelo Alvaro Antonio; e do Rio de Janeiro, Helio Fernando Barbosa Lopes.
Entre outras curiosidades desta eleição, diversos filhos e netos de políticos tradicionais foram eleitos deputados.
Por exemplo, João Campos, do PSB, filho de Eduardo Campos, ex-governador morto em um acidente de avião na campanha presidencial de 2014, foi o deputado mais votado de Pernambuco.
No Amapá, o campeão de votos foi Camilo Capiberibe, também do PSB, filho do ex-governador João Capiberibe e da deputada federal Janete Capiberibe.
A candidata a deputada federal mais votada do Distrito Federal é Flávia Arruda, do PR, esposa do ex-governador José Roberto Arruda, que está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O mais votado no Tocantins é Tiago Dimas, do Solidariedade, filho do prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas.
Personalidades de TV e Internet também tiveram votação expressiva. O quarto candidato mais votado do estado de São Paulo é Kim Kataguiri, do DEM, líder do MBL, que ficou conhecido depois das manifestações de 2013 e em protestos a favor do impeachment de Dilma Rousseff.
São Paulo também elegeu o ator Alexandre Frota, do PSL. E reelegeu Tiririca, do PR.








