08/10/2018 12:00 - Política
Radioagência
Líderes do PSL e PT avaliam bancadas eleitas
O atual líder do PSL, deputado Delegado Francischini (PR), afirma que o partido vai crescer e se tornar o maior partido da Câmara porque muitos deputados novos que foram eleitos por partidos pequenos devem migrar para o PSL. O PSL é o partido do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro.
Essa migração ocorreria, segundo Francischini, em função da cláusula de barreira. Uma mudança constitucional vai fazer com que alguns partidos percam o direito ao fundo partidário e ao tempo de propaganda porque não atingiram 1,5% dos votos para a Câmara, distribuídos em 9 estados e com mínimo de 1% dos votos em cada um. Uma condição alternativa seria eleger pelo menos 9 deputados em 9 estados:
"A grande bancada eleita para o PSL, que vai ser agregada ainda de muitos deputados pela cláusula de barreira, vai demonstrar que os eleitos, a maioria deles novatos que estão renovando a Câmara dos Deputados, têm uma fidelidade muito grande com Jair Bolsonaro porque reconhece nele a liderança que levou à sua eleição. Então nós vamos ter uma base bem consistente, diferente daquilo que se falava, que se Bolsonaro fosse presidente não teria governabilidade. Vai ter, sim, porque o eleitor vai cobrar do seu deputado, do seu senador, uma posição pelo bem do país."
O deputado Delegado Francischini afirma que Bolsonaro representa uma renovação na política, pois, no Congresso, teria ficado distante de casos de corrupção.
O PSL vai passar dos oito deputados atuais para 52. Já o PT tem a maior bancada e mantém a posição, mas com um número menor. Caiu de 61 para 56. Ao contrário do líder do PSL, o líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), afirma que o partido não está preocupado agora com o total de deputados em 2019, mas com o segundo turno das eleições presidenciais, quando busca eleger Fernando Haddad:
"É um debate que vai estar além das questões partidárias, para além das questões tradicionais, das alianças políticas que nós somos acostumados a assistir. Eu acho que nós estamos diante de uma encruzilhada histórica. Todo cidadão e cidadã brasileiro vai ter a oportunidade de fazer uma escolha. Um caminho defende que a solução para o Brasil são as armas. O outro caminho defende que são os livros. Um caminho defende a tolerância, a diversidade. O outro claramente se posiciona com o discurso do ódio, da violência.”
Para Paulo Pimenta, o segundo turno será bem diferente porque Bolsonaro deverá participar dos debates. Ele se ausentou dos últimos debates do primeiro turno por recomendação médica, após sofrer um atentado a faca.
Para Antônio Augusto de Queiroz, analista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, tanto PSL quanto PT partiriam de uma base de apoio em torno de 130 deputados de diferentes partidos e teriam que buscar sustentação no centro.








