04/04/2018 20:10 - Política
Radioagência
Plenário encerra dia sem votar projetos devido a julgamento do STF
O julgamento do Supremo mexeu com o clima dos trabalhos no Plenário da Câmara dos Deputados. Na pauta constavam três projetos, nenhum deles foi votado.
O deputado Carlos Manato, do Solidariedade do Espírito Santo, que presidia a sessão até que tentou.
A atenção estava do outro lado da Praça dos Três Poderes, como explicou o deputado Daniel Almeida, do PC do B da Bahia.
"Todas as atenções hoje estão voltadas para a reunião que está acontecendo nesse momento da Suprema Corte do STF".
Clima com o qual o deputado Mauro Pereira, do PMDB do Rio Grande do Sul, não concorda.
"Se hoje está tendo julgamento do Supremo Tribunal Federal do ex-presidente Lula, isso é problema dele, nós temos que trabalhar".
Foi o que o presidente Rodrigo Maia procurou fazer. Ele colocou em discussão o projeto que regulamenta o lobby - ou seja, a atuação de grupos de pressão para influenciar decisões governamentais. A relatora, deputada Cristiane Brasil, do PTB do Rio de Janeiro, defendeu a aprovação do texto.
"Uma parceria entre público e privado que precisa sair das trevas para buscar luz, transparência e segurança para nós, parlamentar, sabermos com quem estamos falando".
A proposta ficou na leitura do relatório. O mesmo estágio de outro texto levado ao Plenário: aquele que muda o cadastro positivo. O terceiro projeto lido em Plenário é o que cria o SUSP - o Sistema Único de Segurança Pública. O deputado Alberto Fraga, do Democratas do Distrito Federal, é o relator, e queria regulamentar a participação federal na segurança, hoje por conta dos estados.
"A Constituição, ela foi promulgada em 88 e lá no seu Artigo 144, parágrafo 7º, já previa uma regulamentação desse parágrafo e, 30 anos depois, é que nós estamos, portanto, tentando fazer a regulamentação desse parágrafo sétimo".
Todas as três matérias ficaram mesmo na leitura do relatório e devem voltar à pauta da Câmara na semana que vem.








