14/07/2017 12:40 - Saúde
14/07/2017 12:40 - Saúde
Debatedores ouvidos na Comissão de Seguridade Social da Câmara cobraram (nesta quinta-feira, 13) mais esclarecimentos do governo federal sobre mudanças no Programa Farmácia Popular.
O governo anunciou que as unidades da Farmácia Popular própria, que fornecem medicamentos de forma gratuita ou pelo valor de custo, seriam fechadas até agosto.
O Ministério da Saúde justifica que os gastos com a compra de medicamentos representavam apenas 20% do orçamento de R$100 milhões do programa. O restante, ou R$80 milhões, eram gastos na manutenção de infraestrutura das farmácias.
Com a decisão, essa verba será encaminhada para Estados e Municípios para a compra de remédios.
A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) apoiou a iniciativa, mas cobrou informações mais claras:
"Está dando a sensação para a população que não tem mais o Programa Farmácia Popular, mas, no meu entendimento, o que não está tendo mais é a Farmácia Popular Própria, aquela onde o espaço é público, onde os farmacêuticos são servidores públicos ou contratados."
Já o representante da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Denílson Magalhães, pediu que o Ministério da Saúde aumente a parceria com farmácias e drogarias da rede privada, antes de fechar as lojas próprias da farmácia popular:
"O Farmácia Popular na rede privada garante acesso à população que tem um poder aquisitivo um pouco melhor e que pode pagar pelo medicamento na farmácia, isso ajuda muito os municípios, os Estados e a União e principalmente garante à população assistência farmacêutica adequada."
Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald dos Santos, a decisão de fechar as farmácias populares pode dificultar o acesso da população aos medicamentos:
"Uma das principais contratações que o povo brasileiro fez na Constituição de 88 foi estabelecer um Estado que pudesse promover a proteção social. E a proteção social é justamente o que esse indicador do fechamento da farmácia popular está apontando que está ameaçado."
Durante a audiência na Comissão de Seguridade Social e Família, o representante das indústrias farmacêuticas, Bruno de Abreu, alertou para a necessidade de manter as lojas próprias de farmácias populares em municípios onde ainda não existe rede privada.
Use esse formulário para comunicar erros ou fazer sugestões sobre o novo portal da Câmara dos Deputados. Para qualquer outro assunto, utilize o Fale Conosco.
Sua mensagem foi enviada.