28/06/2017 10:19 - Relações Exteriores
28/06/2017 10:19 - Relações Exteriores
O Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, participou de audiência pública conjunta das comissões de Relações Exteriores e Direitos Humanos da Câmara, para apresentar as prioridades da sua pasta, e se disse favorável à entrada da Bolívia no Mercosul. O ingresso tem enfrentado dificuldades no Congresso Nacional. O Brasil é único membro do bloco que ainda não ratificou o tratado com o país vizinho. O chefe da diplomacia brasileira também garantiu que o principal objetivo do governo hoje é dinamizar o Mercosul:
"Eliminarmos os entraves que ainda existem, as barreiras que ainda existem no comércio entre os países do bloco, barreiras tarifárias, barreiras de regulamentos, barreiras fitossanitárias e que ainda persistem. Nós identificamos cerca de 80 pontos de estrangulamento que precisam ser removidos."
O Mercosul nasceu com a pretensão de ser um mercado comum, inspirado na União Europeia, mas ainda está longe desse grau de integração. Hoje é uma união aduaneira imperfeita, porque sua tarifa externa comum tem muitas exceções. Não pode ser considerada nem mesmo uma zona de livre comércio perfeita. O ministro Aloysio Nunes Ferreira se disse favorável à manutenção da união aduaneira para preservar a competitividade dos países do Mercosul e informou que as negociações para a implantação efetiva da tarifa externa comum prosseguem.
Presidente do Parlamento do Mercosul, o deputado Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, quer trabalhar em conjunto com o ministro as questões do bloco:
"O Brasil, de 2003 a 2013, aumentou as exportações para os países do Mercosul em 617%. O Brasil supera em 90% (a exportação) de produtos industrializados, quando que para o restante do mundo não passa nunca de 50%. Então, não é só o quantitativo, mas o qualitativo também. Qual é o problema de se acabar com a união aduaneira? Acaba-se com a reserva de mercado. Hoje, tanto Estados Unidos como União Europeia fazem reserva de mercado e o discurso do desemprego favorece isso."
O ministro das Relações Exteriores informou, também, que prosseguem as negociações entre União Europeia e Mercosul para abrir o mercado europeu para os produtos agrícolas do Brasil e países vizinhos.
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