07/06/2017 20:22 - Direito e Justiça
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O Conselho de Ética da Câmara decidiu (nesta quarta-feira, 7) arquivar processo contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) que teria cuspido nas costas do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) na sessão em que foi julgada a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, em abril do ano passado.
O parecer do relator João Marcelo Souza (PMDB-MA) foi aprovado por maioria do Conselho. Ele avaliou que não houve quebra de decoro na conduta de Bolsonaro, e sim uma "reação imediata em momento tenso". Segundo ele, o deputado reagiu a um ato de Jean Wyllys, que teria cuspido primeiro em seu pai, o deputado Jair Bolsonaro. Wyllys foi punido pelo colegiado com censura escrita.
O deputado Eduardo Bolsonaro, disse que a decisão foi justa e lamentou o ocorrido:
"O fato é que Jean Wyllys fez aquela atitude que é totalmente vexatória, e ele se vangloria disso, inclusive criou uma moda em que seus seguidores, as vezes cospem, como você pode ver em vídeos no YouTube, o Jair Bolsonaro saindo de um encontro em Niterói, e pessoas cuspindo no carro dele. Enquanto eu peço desculpa a todos aqueles que assistiram aquelas cenas, que são lamentáveis e não são condizentes de cenas do alto Poder Legislativo."
Já o deputado José Geraldo (PT-PA) disse que "nada justifica agressão física ou verbal a colegas parlamentares"
"Precisamos aqui também fazer um acordo, ou os parlamentares não têm atitudes dessa forma ou, se tiverem, o conselho precisa estabelecer algum tipo de punição que não seja a cassação. Eu acho que cuspir num parlamentar não significa dizer que o conselho vai cassar o parlamentar por isso, mas também não é uma situação agradável."
Eduardo Bolsonaro também foi isentado de censura em outra representação aberta pelo PT, na qual era apontado como responsável pela edição fraudulenta de vídeo, depois publicado na internet, que teria conteúdo ofensivo a Jean Wyllys. O relator, deputado Cacá Leão (PP-BA), pediu o arquivamento argumentando que Bolsonaro apenas reproduziu um trecho do vídeo, sem interferir na edição do material. A maioria do colegiado votou com o relator.
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