30/05/2017 17:38 - Trabalho
Radioagência
Naturólogos e terapeutas defendem regulamentação profissional
Naturólogos e terapeutas defenderam (nesta terça-feira, 30) a regulamentação de suas profissões pela Câmara dos Deputados. Eles querem reconhecimento e a aplicação na saúde pública de práticas baseadas em uma abordagem integral do ser humano e em métodos naturais, como o uso de plantas medicinais, de meditação ou de massagens terapêuticas.
Flávia Placeres, da Associação Brasileira de Naturologia, explicou:
"Tendo a regulamentação, a gente pode participar do Sistema Único de Saúde. Para nós, é muito importante que a gente possa participar nesse âmbito também, para que toda a população possa se beneficiar da naturologia, do uso das práticas."
Um projeto de lei (PL 3804/12) em análise na Câmara regulamenta a profissão de naturólogo. A proposta foi tema de um seminário promovido pela Comissão de Legislação Participativa.
A preocupação do Conselho Federal de Medicina (CFM) é que se regulamentem práticas que não possuam comprovação científica de acordo com critérios adequados de pesquisa. Outra preocupação, segundo a conselheira do CFM Rosilane Mercês Rocha, seriam os limites de atuação desses novos profissionais.
"O que que eles realmente vão fazer? Até onde eles podem ir? Para quais doenças serão aplicadas? Será preventivo, será uma prevenção primária, secundária? Quem que vai fazer essa prescrição?"
Daniel Maurício Rodrigues, da Sociedade Brasileira de Naturologia, respondeu que existem ensaios e estudos que comprovam a eficácia da naturologia. Flávia Placeres também lembrou que já existem cursos superiores de formação em naturologia.
O relator do projeto que regulamenta a profissão de naturólogo na Comissão de Trabalho, deputado Leonardo Monteiro, do PT de Minas Gerais, disse que pretende construir o consenso antes de apresentar seu relatório, já que existe uma diversidade de práticas complementares à medicina convencional e até divergências entre os profissionais.
A regulamentação também interessa ao Ministério da Saúde, que já conta com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. No Brasil, mais de três mil municípios já ofertam práticas complementares à medicina convencional, sem substituí-la.








