30/05/2017 14:38 - Comunicação
30/05/2017 14:38 - Comunicação
O presidente dos Correios, o ex-deputado Guilherme Campos, afirmou que a privatização da empresa não é desejo do governo, mas disse que, se nenhuma das iniciativas em curso para recuperação da empresa der certo, pode ser alternativa. Ele participou de comissão geral no Plenário da Câmara sobre a crise na estatal, nesta terça-feira (30).
"A privatização não é desejo do ministro, nem do presidente, mas, se nada der certo, os caminhos se estreitam: os Correios podem ser um departamento dentro dos Ministérios das Comunicações; os Correios podem ser novamente colocados numa pauta de privatização, porque tudo que foi tentando, nada foi bem sucedido."
Segundo Guilherme Campos, para tentar superar a crise financeira vivida pela empresa, os Correios estão entrando nos serviços de logística, encomenda e comércio eletrônico. Ele também defendeu a quebra do monopólio postal dos Correios, que, na sua avaliação, hoje é um ônus para empresa.
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Correios e proponente da sessão, o deputado Leonardo Monteiro, do PT de Minas Gerais, defende que os Correios continuem sendo uma empresa pública:
"Não são novidade as investidas do atual governo sobre a soberania nacional e a privatização do patrimônio nacional. Na mesma semana do golpe do impeachment, o governo coloca em prática a medida provisória 727, que cria parcerias para concessões e medidas de privatização. Entre os planos de entregar empresas públicas, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobrás, já iniciada com a venda de ativos, está a entrega dos Correios para o capital internacional."
José Rivaldo da Silva, da Federação Interestadual dos Trabalhadores dos Correios, defendeu aporte financeiro do governo para a preservação da empresa, que seria, na sua visão, patrimônio nacional. Elias Cesario Brito, da mesma federação, acredita que a empresa deve promover mudanças, mas preservando seus cerca de 115 mil trabalhadores.
Para o pesquisador da USP Igor Venceslau, uma eventual privatização dos Correios poderia resultar falta de oferta de serviços postais e de entrega de encomendas em locais não lucrativos, como a Amazônia, por exemplo.
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