10/04/2017 19:26 - Trabalho
Radioagência
Comissão especial da reforma trabalhista termina fase de debates
A comissão especial da reforma trabalhista (PL 6787/16) terminou a fase de debates com três fóruns nas assembleias legislativas de São Paulo, Bahia e Santa Catarina.
Em São Paulo, representantes de empresários defenderam a necessidade das mudanças na legislação.
Para a diretora-executiva Jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, Luciana Freire, a reforma moderniza a legislação trabalhista.
" Esse projeto não trata de uma reforma, trata de uma modernização da legislação trabalhista. Hoje o trabalhador não é mais o hipossuficiente de 70 anos atrás. Trabalhador tem celular, acesso à informação, sindicatos fortes. Hoje os trabalhadores estão anos-luz à frente da CLT de 70 anos atrás. Por isso, que nós temos de adequar a legislação trabalhista aos tempos de hoje".
Luciana Freire defendeu que o acordado prevaleça sobre o legislado sempre, com exceção dos direitos previstos na Constituição. A proposta estabelece a prevalência para 13 pontos específicos, entre eles plano de cargos e salários e parcelamento de férias em até três vezes.
O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, criticou a possibilidade do fim da contribuição sindical, como foi sugerido pelo relator da reforma, deputado Rogério Marinho, do PSDB do Rio Grande do Norte.
Já em Salvador, a comissão ouviu apenas expositores contrários à reforma trabalhista, entre líderes sindicais e integrantes da Justiça do Trabalho.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores do estado, Cedro Silva, disse estar preocupado com a forma como a discussão está sendo feita, com muitos deputados representando os interesses das empresas.
"Nós entendemos que o Brasil precisa de empregos e empresas fortes, mas também não haverá empresas fortes, empresários fortes, com uma classe trabalhadora enfraquecida. Essa mesa já citou aqui o equilíbrio que se deve ter nessas relações e é em busca desse equilíbrio que estamos nas ruas, nos mobilizando, lutando, fazendo o enfrentamento ao resto dos dias que ainda nos resta até esse Congresso tomar essa decisão".
O deputado Rogério Marinho deverá apresentar seu relatório nesta quarta-feira (12). O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer aprovar o texto na próxima semana.








