15/03/2017 16:01 - Trabalho
Radioagência
Manifestantes ocupam Esplanada em protesto contra reforma da Previdência

Centrais sindicais e movimentos sociais fizeram, nesta quarta-feira (15), manifestações contra as reformas trabalhista e previdenciária em várias capitais do país. Alguns setores fizeram paralisações temporárias.
Em Brasília, os manifestantes ficaram em frente ao Ministério da Fazenda. No início da manhã, cerca de 200 pessoas invadiram o prédio e afixaram uma faixa contrária à reforma e bandeiras de movimentos favoráveis às reformas agrária e urbana no último andar do prédio. Durante a invasão, várias vidraças do térreo foram quebradas.
Rogério Mazola, coordenador da Fasubra, de técnicos das universidades públicas, disse que o movimento resolveu ficar no Ministério da Fazenda porque acredita que o governo quer apenas cortar gastos ao fazer a reforma da Previdência. Ou seja, não estaria considerando o sistema como uma política social:
"Tudo é visto como uma medida econômica por parte do governo. Essa medida econômica visa um único setor que são os banqueiros que muito lucram neste país. Então a classe trabalhadora não pode seguir garantindo que os banqueiros continuem ganhando como nunca ganharam antes."
A professora Élida Monteiro, que tem 27 anos de contribuição para a Previdência, afirma que o fim da aposentadoria especial para a categoria não estaria levando em conta as condições de trabalho dos professores:
"E a demanda de trabalho que a gente leva pra casa também. A nossa jornada é tripla mesmo porque a gente, além de levar o trabalho pra casa, ainda tem a jornada feminina. Não consigo imaginar uma professora com 65 anos de idade dando aula com qualidade."
Vários deputados de oposição ao governo participaram da manifestação em Brasília.
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), porém, criticou as manifestações. Ele disse que apoiar a reforma é uma questão de responsabilidade com outras áreas como saúde e educação, que poderão ficar sem recursos.
"Quantas pessoas em São Paulo deixaram de chegar no seu emprego, correndo o risco de perder o emprego, por causa desta greve? Quantos jovens não foram na aula? Quantos professores não conseguiram chegar por estas manifestações? Então, há um prejuízo sério para a maioria dos brasileiros."
No gramado em frente ao Congresso Nacional, movimentos de policiais civis colocaram cruzes brancas e um caixão preto para protestar contra o fim da aposentadoria especial para estes profissionais.
A Polícia Militar estimou em cerca de 1.500 os manifestantes no Ministério da Fazenda e os organizadores calcularam em 10 mil.








