24/10/2016 15:32 - Transportes
24/10/2016 15:32 - Transportes
Consultor do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente diz, na Câmara dos Deputados, (nesta segunda-feira, 24), que os planejadores urbanos têm que considerar que não são apenas pessoas que circulam pelas cidades, mas bens, serviços e informações. Frederico Bussinger também avalia que é necessário pensar não só na circulação dentro das cidades, mas no fluxo que entra e sai dela diariamente. O consultor participou do 4º Seminário Internacional Mobilidade e Transportes: Pensando as Cidades do Futuro, que tem como um dos promotores a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara.
Frederico Bussinger lembrou estudo recente que avaliou em R$ 156,2 bilhões por ano as perdas causadas pela morosidade do trânsito em São Paulo.
"A zona leste de São Paulo transporta para o centro um Uruguai por dia e à tarde este Uruguai volta para a zona leste. E a conclusão deste estudo é de que os moradores da região metropolitana gastam meia hora a mais do que deveriam nestes deslocamentos."
Uma das consequências dos congestionamentos é o aumento da poluição. De acordo com Bussinger, as emissões relacionadas a combustíveis são 23% do total no mundo. No Brasil, a taxa sobe para 42% e, em São Paulo, para 55%. O resultado são 4 mil mortes por ano na cidade. A falta de planejamento, segundo o especialista, faz com que 46% dos caminhões que circulam pela cidade estejam vazios, quando nos Estados Unidos esse índice é menor que 18%.
O deputado Angelim, do PT do Acre, disse, no seminário, que o Brasil adotou o modelo rodoviário de maneira equivocada. Ele também mostrou preocupação com a ausência do tema "envelhecimento populacional" nas eleições municipais.
"Hoje nós temos três milhões de brasileiros de 60 anos a mais e em 2020, 2025, seremos 12 milhões e, até 2050, o Brasil será um país velho e não um país predominantemente jovem. E eu não vi um debate em nenhum momento sobre se as cidades estão preparadas para abraçar, para dar a condição de qualidade de vida para essa população que será predominantemente maioria."
Angelim afirmou ainda que é necessário discutir o sistema de "gratuidade" das passagens de ônibus. Segundo ele, não existe gratuidade e é preciso avaliar melhor quem está sendo beneficiado pelo sistema e quem está pagando. Isso porque grandes parcelas da população mais pobre estariam sendo prejudicadas com tarifas altas.
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