05/07/2016 13:57 - Segurança
05/07/2016 13:57 - Segurança
Especialista diz que Brasil ainda precisa avançar muito na questão do combate ao terrorismo. Analista do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, Marcelo Rech participou de palestra promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados que discutiu, entre outros temas, o papel desempenhado pela comissão e seus reflexos para as Forças Armadas.
Um dos destaques do encontro foi o terrorismo. O fato de o Brasil ser sede do evento esportivo mais importante mundialmente, as Olimpíadas e Paraolimpíadas, gerou uma série de questionamentos a respeito de ações de segurança que o Brasil deve utilizar em relação a medidas antiterroristas. Ultimamente notícias ligadas a terroristas e ao Brasil têm sido veiculadas pela imprensa nacional e internacional. Para o jornalista e especialista em terrorismo Marcelo Rech, o Brasil ainda precisa avançar muito em políticas e ações mais efetivas para o controle de ameaças terroristas:
"Um ataque terrorista nunca é improvisado, nunca. E nunca vai ser. É pensado, são avaliados os riscos, o grau de visibilidade que vai se ter. Então, o estado tem que estar um passo à frente e eu diria que, hoje, o estado está dez passos atrás.”
Integrante da comissão, o deputado Heráclito Fortes, do PSB do Piauí, defendeu mais recursos para as diversas áreas militares. Segundo o deputado, esse tipo de debate é fundamental para que os parlamentares possam saber as necessidades da classe militar e, também, para que possam trocar informações que sejam importantes para a evolução militar. Heráclito Fortes lembra que os militares brasileiros são um dos mais requisitados para missões de paz e isso precisa ser valorizado:
"A comissão foi positiva. Inclusive nos propusemos a trabalhar para o fortalecimento através de emendas parlamentares, para que nós possamos proporcionar cursos de aperfeiçoamento para eles. Isso é um investimento que o Brasil faz e que terá retorno com toda certeza. O militar brasileiro é muito querido, muito respeitado pelo mundo afora. O nosso papel no Haiti é um papel fantástico e são vários os países que requisitam os brasileiros para missões dessa natureza."
Participaram da palestra oficiais superiores, especialistas das áreas militares e 138 oficiais-alunos do curso de altos estudos militares, da Escola do Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme).
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