23/06/2016 13:30 - Direito e Justiça
23/06/2016 13:30 - Direito e Justiça
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara visitou a cidade Caarapó, no Mato Grosso do Sul, onde ocorreu confronto que matou um agente de saúde indígena e deixou seis índios feridos. Os conflitos ocorreram em área ocupada pelos Guarani-Kaiowá em terras que já pertenceram às suas etnias no passado.
Atualmente, o local encontra-se em processo de demarcação e foi declarado como terra tradicional indígena pelo Governo Federal no início deste ano.
O presidente do colegiado, deputado Padre João, do PT mineiro, visitou o local e classificou o conflito como um massacre. Ele afirmou ainda que solicitou ao ministro da Justiça, Alexandre Moraes, o apoio da Força Nacional de Segurança:
"Foi como um massacre. Os fazendeiros estavam usando todo tipo de arma, mas o que tem de cápsula do chão a fora é uma coisa absurda e a covardia que foi feita. Porque os fazendeiros chegaram com mais de cem caminhonetes, isso tem vídeo, e já atirando. Então, como se pode falar em um confronto aonde o índio vai com flechas? Eles não estavam armados. Índios lutam com paus, flechas e dizer que houve confronto, é repetir uma injustiça muito grande."
Os deputados Paulo Pimenta, do PT gaúcho, e Zeca, do PT do Mato Grosso do Sul, também participaram da vista e foram ao hospital onde estão internados outros cinco feridos no ataque (inclusive uma criança atingida na barriga).
A relatora especial das Nações Unidas para questões indígenas Victoria Tauli-Corpuz condenou os ataques contra a tribo guarani-kaiowá, e pediu que as autoridades brasileiras adotem medidas urgentes para impedir novos assassinatos, além de empenho para que se chegue aos autores dos crimes.
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