13/05/2016 17:36 - Economia
Radioagência
Ministros dizem que vão contar com o Congresso para fazer ajustes na economia
No primeiro dia do governo do presidente interino Michel Temer, os ministros já empossados disseram que vão contar com o Congresso Nacional para fazer os ajustes na economia. O ministro do planejamento, Romero Jucá, garantiu que novos projetos de lei só serão encaminhados após a análise das contas públicas.
No último dia de governo, a presidente Dilma enviou sete projetos com reajustes de carreiras de funcionários públicos, que devem ser reavaliados, mas Jucá tranquilizou os servidores ao dizer que os reajustes já negociados e que estão em tramitação na Câmara serão confirmados.
"Projetos de lei encaminhados pelo Executivo que estão na Câmara e que já receberam urgência para aumento dos servidores, negociado com os servidores, eles serão mantidos, esses reajustes serão aprovados da forma como foram pactuados com as diversas carreiras públicas."
Por outro lado, o ministro do Planejamento Romero Jucá também afirmou que o governo do presidente interino, Michel Temer, quer cortar até 4 mil cargos de confiança e funções gratificadas, o que representa 18,4% do total
Jucá também defendeu a reforma da previdência, e disse que o governo não pretende retirar direitos, mas equalizar as contas para que não haja cortes no futuro.
"Nós não queremos ver o Brasil passar daqui a alguns anos pelo que passou a Grécia e a Itália, que reduziram o pagamento dos aposentados já em andamento. Portanto, as reformas avançarão, a passos firmes sinalizando sempre a garantia, a segurança jurídica e a credibilidade do governo como fatores importantes para a retomada do crescimento econômico."
O ministro também falou sobre o déficit público, que deve ser maior que os R$ 96 bilhões anunciados pelo governo Dilma.
Sobre o déficit, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, salientou que o novo valor deve ser melhor avaliado para que não seja modificado depois. Para ele, a incerteza quanto aos números foi um dos maiores problemas para a perda de confiança no Brasil.
Meirelles não afastou a possibilidade de volta da CPMF, mas afirmou que seria uma medida temporária.
Uma das primeiras tarefas da área econômica será a renegociação das dívidas dos estados, que estava em andamento no governo Dilma, e, segundo o novo ministro, de forma acertada.
Meireles acredita que o apoio do Congresso vai ser importante, e pretende negociar medidas com os deputados de forma clara.
"O Congresso reflete a sociedade brasileira. A minha avaliação é que a sociedade brasileira está amadurecida para medidas de ajuste importantes. Eu acho que a população, e em consequência o Congresso, estão preparados para ouvir uma avaliação realista, correta, honesta do cenário, e de fato o que é necessário fazer para que possamos ter a volta da criação de empregos e da recomposição da renda".
O novo ministro da saúde, Ricardo Barros, que como deputado foi o relator do orçamento desse ano, falou que não deve haver cortes em programas sociais. Ele explicou que alguns programas já diminuíram por falta de recursos, mas o governo Temer irá mantê-los nos níveis atuais.








