18/04/2016 17:52 - Política
18/04/2016 17:52 - Política
Oposição avisa que não vai dar trégua para a presidente Dilma Rousseff na Câmara. O deputado Paulo Pereira da Silva, do Solidariedade de São Paulo, uma das principais lideranças que trabalhou pelo pedido de impeachment, disse que vai pressionar para que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceite outro pedido, aquele encaminhado pela OAB, a Ordem dos Advogados do Brasil.
"Pra que a gente possa não dar sossego. Enquanto o Senado cassa ela lá, a gente trabalha com outro processo de impeachment aqui para que nos 180 dias tenha outro julgamento por tudo, não só por pedaladas ou por irregularidades no orçamento, aí sim, por toda corrupção feita pelo PT e pela Dilma."
Paulo Pereira avalia que o governo deixou de ter maioria na Câmara desde a eleição para presidência da Casa, quando Eduardo Cunha teve 257 votos e Júlio Delgado, do PSB mineiro, 100 votos da oposição. A soma das duas votações dá praticamente os 367 votos alcançados para iniciar o processo de impeachment. Na época, o candidato governista, Arlindo Chinaglia, do PT paulista, teve 136 votos para presidência da Câmara, um a menos do que os votos de domingo para barrar o impeachment.
Vice-líder do PT, Henrique Fontana afirmou que o partido continua disposto a fazer o debate sobre a defesa da democracia e da legalidade e vai trabalhar para barrar o processo de impeachment no Senado. Ele reafirmou que a votação de domingo foi um golpe de estado para substituir a eleição direta de 2014.
"Uma presidenta honesta que não responde a um único processo, que não desviou um centavo de dinheiro público, está enfrentando uma tentativa de cassação, capitaneada por um dos políticos mais corruptos da história do país e o colega Paulinho da força que também responde questões graves de corrupção."
Paulo Pereira reconheceu que foi graças a Cunha que houve a aceitação do processo de impeachment. Ele disse ainda que cabe ao Conselho de Ética e depois ao plenário da Câmara avaliar as acusações contra o presidente da Casa.
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