08/12/2015 19:44 - Direitos Humanos
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Mulheres com deficiência mental ou comportamental foram as que mais sofreram algum tipo de violência segundo os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde. Os índices também apontaram que o cônjuge é o principal agressor dessas vítimas.
A violência contra mulheres portadoras de necessidades especiais e o impacto social e financeiro dessa violência foi o assunto de audiência pública na Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher.
A assessora da Secretária Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Beatriz da Silva, afirmou que as pessoas com algum tipo de deficiência são invisíveis para a segurança pública. Segundo ela, mais de três quartos da população com deficiência já sofreu algum tipo de violência. As mais comuns são as violências moral e psicológica.
Beatriz da Silva disse que algumas medidas preventivas podem ser tomadas como a adaptação dos sistemas de denúncias. O disque 190, por exemplo, que não atende as pessoas com deficiência auditiva. Além disso, é necessário maior capacitação dos profissionais de segurança pública.
Já do ponto de vista econômico, a consultora do instituto de pesquisa Mckinsey Global Institute, Tracy Francis, acrescentou que o trabalho realizado por mulheres representa apenas 35 por cento do PIB nacional e que se esse número fosse maior o Brasil poderia crescer algo como 400 bilhões de dólares, o equivalente ao PIB da região nordeste. Tracy Francis disse que a mudança virá quando governo, setor privado, ONGs e outras representações da sociedade civil se unirem para cria um projeto unificado.
"Para fazer isso, ela tem que ter infraestrutura que permite que tenha um mercado que cuide da família, que cuide do idoso em caso de parente. Ela tem que ter acesso aos mesmos setores de economia que os homens têm. Tem que ter a questão de igualdade na educação que, aliás, o Brasil tem uma taxa que é muito positiva sobre a questão de participação nas faculdades e nas escolas se comparada com homens."
A deputada Moema Gramacho, do PT da Bahia, que presidiu a sessão, ressaltou a importância do assunto e disse que a comissão já formou um grupo de trabalho que discutir medidas referentes ao assunto.
A audiência fez parte da programação da campanha mundial de 16 dias de ativismo de combate à violência contra mulher que termina na quinta-feira com o lançamento do livro "Mulheres no Poder", da escritora Schuma Schumaher.
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