23/09/2015 15:41 - Política
23/09/2015 15:41 - Política
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse, nesta quarta-feira (23), que a decisão da presidente Dilma Rousseff de oferecer novos ministérios ao PMDB, como parte de uma reforma administrativa, não muda a sua opinião de que o partido deve deixar logo a base aliada do Executivo.
Diante do comentário de repórteres de que parlamentares do PMDB cotados para assumir ministérios seriam ligados a ele, Cunha respondeu que toda a bancada é próxima a ele. O presidente disse que a reforma não deve facilitar as votações na Câmara:
"Quem está contra vai continuar contra; quem está a favor, já estava a favor. O que vai se ter talvez é que aqueles que estavam a favor podem ter um pouco mais de empenho. Por exemplo, diz que está a favor, mas não fica aqui para votar muitas vezes. (...) Mas eu não vejo como nenhuma mudança neste cenário. Eu acho que é mais um movimento do governo de fidelizar aqueles que considera a sua base. E essa fidelização vai se dar em cima do mesmo número."
Cunha lembrou que, na última convenção do PMDB que tratou do assunto, 42% dos representantes do partido já haviam ficado contra a aliança com o governo. Segundo ele, a tendência é a de que esse índice aumente.
Cunha também reafirmou que é favorável à manutenção do veto presidencial ao reajuste dos salários do Poder Judiciário:
"Da mesma forma que a gente entende que você não deve criar novos impostos, nós temos também que evitar que novas despesas sejam criadas. Senão o discurso cai, na prática, pela falta de coerência. A minha posição é que se tem que manter o veto sim e, ao mesmo tempo, sou contra a CPMF."
O presidente da Câmara voltou a ressaltar a sua posição favorável ao financiamento privado de campanhas eleitorais, proibido pelo Supremo Tribunal Federal em decisão recente. Cunha disse que, caso a presidente Dilma vete o ponto da minirreforma eleitoral que aprovou essa possibilidade, ele vai defender a votação imediata dos vetos.
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