16/09/2015 13:14 - Economia
16/09/2015 13:14 - Economia
Deputados e senadores da oposição lançaram nesta quarta-feira um movimento contrário ao retorno da CPMF. Extinta em 2007 pelo Congresso Nacional, a volta do imposto sobre movimentações financeiras é uma das medidas anunciadas nesta semana pelo governo para equilibrar as contas públicas.
As lideranças da oposição no Congresso, no entanto, anunciaram que vão levar o assunto às executivas dos partidos a fim de fechar questão em torno do voto contrário à CPMF. Para o líder do Democratas na Câmara, deputado Mendonça Filho, de Pernambuco, o governo deveria economizar, em vez de aumentar impostos:
"O Brasil não aguenta mais pagar imposto. A carga tributária é de 36% do PIB. O povo não tem serviços prestados pelo Estado – educação, saúde, infraestrutura. Paga imposto de primeiro mundo e tem um serviço de terceiro mundo. Então, acho que o Estado é que tem que fazer seu dever de casa, cortando na carne, reduzindo o tamanho da máquina, e não onerando ainda mais a população."
Deputados de partidos que integram o governo, como Lucio Vieira Lima, do PMDB da Bahia, também participaram do movimento:
"Como deputado do PMDB e vendo a bancada majoritariamente contra a CPMF, eu venho aqui me juntar a essa frente e dizer não à CPMF."
Na terça-feira, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães, do PT do Ceará, defendeu o retorno da CPMF. Segundo Guimarães, trata-se de uma contribuição provisória que não será paga por todos os brasileiros. Na ocasião, o líder disse ainda que a base aliada estava aberta ao diálogo para conversar sobre o ajuste proposto pelo governo de Dilma Rousseff.
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