13/08/2015 12:27 - Educação
13/08/2015 12:27 - Educação
Proposta (PL 7032/10) aprovada pela Câmara estabelece como disciplinas obrigatórias da educação básica as artes visuais, a dança, a música e o teatro. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - 9.394/96), que atualmente prevê obrigatoriedade somente do ensino da música entre os conteúdos relacionados à área artística.
Pelo projeto, as escolas terão cinco anos para se adaptarem. A coordenadora do Instituto Arte na Escola, de São Paulo, Roseli Alves, diz que a arte vai permitir ao aluno uma leitura mais ampla do mundo:
"Com a dança e a música, você está trabalhando outros aspectos que não são as artes visuais. Então, você tem o trabalho com o corpo, com a dança, com o teatro e as críticas sociais que o teatro possibilita. E isso é imprescindível na escola, né? Porque as ONGs têm tanto sucesso? Porque tira a criança da criminalidade, favorece o desenvolvimento dessa criança. E a arte está, assim, em peso. Então, a escola tem de rever o seu espaço e o seu tempo."
Segundo Roseli Alves, pesquisas já comprovaram que a arte ajuda, inclusive, no aprendizado de outras disciplinas:
"A gente está falando de cultura. Não é ensinar história da arte. É colocar as crianças em processo criativo. Experimentar, vivenciar a arte. Assim como as artes visuais não são só pintura, escultura. Então, eu acho que a escola, do jeito que ela está organizada hoje, no espaço e no tempo, ela está fadada ao fracasso. A arte tem de fazer parte do currículo sim. E não vai atrapalhar. Pelo contrário! Porque quando você tira o aluno daquela carteira em que ele fica sentado, atrás do outro, olhando a nuca... Quando ele sai para uma aula de arte, a cabeça dele areja, abre. A arte favorece isso."
Roseli Alves acha que, quando o projeto virar lei, a preocupação passa a ser a formação de professores para essas novas disciplinas. O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Cinema, deputado Celso Jacob, do PMDB do Rio de Janeiro, lembra que a proposta casa perfeitamente com o ensino integral:
"Vai encaixar como luva esse projeto com o ensino do horário integral. Já tem muito colégio funcionando com horário integral e você vai poder somar, dar riqueza no conteúdo programático da educação como um todo."
Como sofreu modificações na Câmara, a proposta volta agora para o Senado.
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