21/05/2015 17:59 - Política
21/05/2015 17:59 - Política
O Plenário aprovou nesta quinta-feira dois acordos internacionais relacionados ao bloco dos Brics, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Um deles cria um fundo de 100 bilhões de dólares destinados a socorro mútuo, caso algum dos cinco países do Brics tenha dificuldades financeiras. Dos 100 bilhões de dólares, a China entrará com a maior parte, 41 bilhões. Brasil, Rússia e Índia entrarão com 18 bilhões cada um, e a África do Sul, com 5 bilhões de dólares.
O outro acordo aprovado cria o novo banco de desenvolvimento, com sede em Xangai, na China, e capital inicial de 50 bilhões de dólares. O banco deverá financiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável dos próprios membros do bloco e de outras economias emergentes.
O deputado Luiz Carlos Hauly, do PSDB do Paraná, tem ressalvas à aproximação entre Brasil e China.
"A nossa relação com a China é preocupante. Nós aqui, brasileiros, bonzinhos, agora vamos continuar vendendo carne, arroz, feijão, soja para os chineses, e eles vendem produto industrializado e ainda somos sócios de um banco que vai financiar tudo isso."
Já o deputado Pauderney Avelino, do DEM do Amazonas, considera o novo banco uma alternativa de desenvolvimento.
"O banco vem para criar um novo eixo, um novo eixo que o Brasil toma. Sem, contudo, abandonarmos os parceiros tradicionais do Norte. Acredito que o Brasil pode, ao longo do tempo, criar essa alternativa, uma alternativa para o desenvolvimento."
Os dois acordos internacionais seguem para análise do Senado.
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