12/05/2015 15:31 - Comunicação
12/05/2015 15:31 - Comunicação
A restrição da publicidade, a retirada de conteúdos da internet, as pressões econômicas sobre os veículos, as intervenções judiciais, as ameaças a jornalistas, a censura às artes e as leis regulatórias foram algumas das novas formas de censura citadas pelos participantes da conferência promovida pelo Instituto Palavra Aberta com o apoio da Câmara.
Na avaliação de Patricia Blanco, presidente do instituto, a prática da censura ganhou formas sutis. "São todas novas formas que não têm um endereço próprio. Quer dizer, não têm um remetente específico, que a gente pode encontrar. E, sim, ele é um inimigo invisível."
O deputado Sandro Alex, do PPS do Paraná, coordenador da Frente Parlamentar de Comunicação, disse que o combate à censura passa pela rejeição à regulação econômica da mídia e a seu controle social. Ele prometeu combater qualquer proposta legislativa que cerceie a liberdade de expressão.
"Existem hoje 161 projetos, proposições na Casa, que de certa forma também visam à censura, seja na propaganda, seja nos veículos de comunicação. Também é uma forma dissimulada se colocar um controle e uma regulação. Nós já temos no País mecanismos de autorregulamentação que combatem tudo isso."
Na abertura da conferência, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ressaltou o compromisso da Casa com o tema. Cunha disse que a censura travestida de legislação é inaceitável.
O debate ocorreu no momento em que o governo pretende discutir com a sociedade a regulamentação da mídia.
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