12/05/2015 11:25 - Economia
12/05/2015 11:25 - Economia
Estudo divulgado por consultor legislativo da Câmara busca mostrar que a Petrobras tem um valor maior que o usado nas análises de curto prazo que motivaram o rebaixamento das notas da empresa por agências de avaliação de risco.
O consultor Paulo César Ribeiro Lima, da área de recursos minerais, hídricos e energéticos, afirma que o volume de dívida da empresa é compatível com o nível de investimentos que ela vem fazendo. Segundo Paulo, esses investimentos multiplicaram-se por dez entre 2002 e 2012 e já levaram à descoberta de volumes da ordem de 28 bilhões de barris apenas no pré-sal: "Então era muito importante que a Petrobras fizesse os investimentos e que aumentasse a dívida dela; porque se ela não cumprisse os programas exploratórios mínimos que estavam previstos nos contratos, ela teria que devolver a área para a União".
Sem entrar na questão dos fatos que estão sendo apurados pela CPI da Petrobras, o consultor avalia que a gestão técnica da empresa tem sido boa porque as reservas triplicaram em poucos anos. Paulo critica, porém, a questão do controle de preços: "O que na minha visão não teria nenhum problema se a Petrobras fosse uma empresa pública. Mas para uma empresa que está no mercado, que tem 54% do capital social privado, que tem 35% do capital detido por investidores estrangeiros... Essa gestão realmente foi inadequada".
O consultor legislativo da Câmara Paulo César Ribeiro Lima defende a manutenção do sistema de partilha adotado para a exploração do pré-sal porque avalia que essas reservas vão mexer com o preço internacional do petróleo e devem ser controladas pela Petrobras. Neste sistema, a empresa é a principal operadora da área:
"Porque no modelo de concessão o petróleo extraído é da concessionária e ela pode dar o destino que quiser, coisa que não ocorre nem nos Estados Unidos, que adota o regime de concessão. O petróleo produzido nos Estados Unidos tem que ser refinado no próprio território americano".
Mas Paulo explica que a empresa não precisaria entrar preferencialmente em todos os poços, mas apenas nos mais estratégicos.
Em relação aos números da empresa, Paulo ressalta que a dívida da Petrobras superou R$ 261 bilhões no terceiro trimestre de 2014, mas o seu faturamento anual é superior a R$ 300 bilhões.
Até 2030, o estudo estima que as áreas da Petrobras já descobertas possam gerar receitas líquidas para a empresa da ordem de R$ 3 trilhões.
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