12/05/2015 11:10 - Trabalho
12/05/2015 11:10 - Trabalho
O PDT confirma que vai votar contra a medida provisória que altera as regras para concessão de pensão por morte e auxílio-doença (MP 664/14). Na semana passada, o partido já havia fechado questão contra outra MP do ajuste fiscal, a que altera a forma de concessão do seguro-desemprego (MP 665/14). O líder do PDT, André Figueiredo, disse que o partido já havia comunicado sua decisão previamente ao governo.
"O PDT hoje ocupa o Ministério do Trabalho. E nós reclamamos desde o início que o Ministério do Trabalho sequer foi ouvido antes da edição da medida provisória, em dezembro de 2014. E não nos apegamos a cargos. Deixamos muito claro que estamos na base da presidenta, ajudamos a elegê-la e reelegê-la. E temos absoluta convicção das boas intenções dela. Infelizmente, a equipe econômica hoje tem tomado um posicionamento que vai frontalmente de encontro aos princípios do PDT."
André Figueiredo afirmou que o ajuste fiscal não pode ser feito só em cima da base da pirâmide social.
Já o deputado Sílvio Costa, do PSC de Pernambuco, disse que a posição do PDT provocou efeitos colaterais na base governista.
"Partidos argumentam: 'olha, a gente foi na contramão da opinião pública, a gente se expôs e a gente viu o PDT votar todo contra e o PDT tem um ministério'. Muitos argumentam: 'se um professor, numa sala de aula, não punir o aluno mal comportado, evidentemente que ele perderá o controle. Então, eu não posso negar que essa questão do PDT tem aí alguns problemas para que agente administre. Agora, quem demite e quem nomeia ministro é a presidente da República. Eu espero que o PDT repense o seu posicionamento para ajudar o país."
Sílvio Costa afirmou que o PDT, ao entrar para a base, devia saber que, às vezes, o governo precisa tomar atitudes que nem sempre são compreendidas pela opinião pública. Ele disse ainda que o ajuste fiscal é necessário para "recolocar o país nos trilhos".
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