11/05/2015 14:19 - Política
11/05/2015 14:19 - Política
Em quase quatro horas de depoimentos à CPI da Petrobras, em Curitiba, o doleiro Alberto Youssef disse que operou para o PT e outros dois partidos no esquema de lavagem de dinheiro de propina na Petrobras. Ele admitiu que fez pagamentos para vários deputados do PP e fez, ainda, um pagamento para a campanha do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) e, também, para a campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Youssef disse, também, que intermediou dois pagamentos no valor total de mais de R$ 800 mil para o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Um dos pagamentos foi entregue por ele à cunhada de Vaccari, no escritório dele, no Rio de Janeiro. O outro foi feito na sede do PT, em São Paulo.
Com base nisso, ele disse acreditar que o Palácio do Planalto sabia do esquema, porém, não tem provas disso.
Youssef disse, ainda, que houve pagamento para a campanha do ex-governador, Eduardo Campos, do PSB, em 2010, dinheiros dos contratos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
O doleiro disse ter ouvido do ex-diretor Paulo Roberto Costa que o operador do PMDB era o empresário Fernando Soares, também preso em Curitiba. Ele disse, ainda, que ouve pagamento para o PMDB para que a Câmara não atrapalhasse o contrato entre uma empresa que alugava sondas e a Petrobras. Ele mencionou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como envolvido no caso, mas disse não ter provas disso. Ele afirmou ter ouvido essa afirmação de um empresário que alugava sondas, chamado Júlio Camargo, que também deve ser ouvido pela CPI da Petrobras, em data ainda a ser definida.
Os depoimentos prosseguem à tarde, na sede da Justiça Federal em Curitiba
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