07/05/2015 21:25 - Política
Radioagência
Cunha: galerias estarão abertas para o público nas próximas votações, desde que não haja “exageros”
"Eu abri as galerias atendendo, até mesmo, as reclamações que o PT fez durante a votação do último projeto da terceirização."
Segundo o presidente, a condução das manifestações tem sido conturbada, por conta de determinados posicionamentos da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
"Eu acho que está um pouco, também, todo esse processo, muito conturbado, desde que a posição da CUT, manifestada erradamente, tentando acusar os parlamentares do projeto de terceirização."

As manifestações favoráveis e contrárias têm se tornado comuns durante as votações das matérias que compõem o ajuste fiscal do governo federal. No início da votação (6) da medida provisória que dificulta o acesso ao seguro-desemprego, a sessão chegou a ser suspensa após gritos e insultos proferidos por sindicalistas presentes nas galerias. Um grupo chegou a jogar réplicas de notas de dólares com imagens da presidente Dilma e do ex-presidente Lula, como explica o presidente da Câmara.
"Isso, obviamente, gerou uma reação. Esse processo quase inviabiliza a votação dessa medida provisória. Por muito pouco, essa medida provisória teria caído ontem."
O presidente da Câmara vem adotando um sistema proporcional de distribuição de senhas, respeitando o número de cada bancada partidária. Segundo Cunha, essa distribuição será suspensa durante todo o processo de votação de uma matéria caso haja tumulto ou agressões.
"Vou permitir. Se, novamente, exagerarem, eu farei a mesma coisa. Eu vou manter sempre a ordem no Plenário. Eu quero a participação do Plenário, desde que a ordem [seja] respeitada. Eu adotei o mesmo critério na terceirização, na medida em que [o manifestante] foi impedido [de participar], toda a votação do projeto da terceirização, eu continuei impedindo."
Sobre a pauta de votações da próxima semana, Cunha disse que será um "verdadeiro milagre" conseguir votar todas as medidas provisórias. A primeira a ser votada, de acordo com o presidente, será a medida provisória que aumenta em R$ 50 bilhões o limite de recursos relativo à subvenção econômica repassada pela União ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Além das medidas provisórias, há ainda na pauta de votações três projetos de lei com urgência constitucional.








