24/04/2015 19:48 - Política
24/04/2015 19:48 - Política
Deputados apontam falência do sistema eleitoral brasileiro durante evento Câmara Itinerante promovido nesta sexta-feira (24) em Cuiabá. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, criticou o alto custo das campanhas eleitorais e o voto proporcional para eleger os representantes do Legislativo.
"Quem não atingiu o coeficiente eleitoral depende do partido e das sobras e é um cálculo tão complexo, se eu não consigo entender como é que vamos convencer o eleitor, se sou eu que peço o voto. Então, esse sistema está fracassado. Você vota por exemplo no nosso companheiro Tiririca em São Paulo e você traz junto com ele que fez um milhão de votos um monte de tiririquinhas que você não sabe quem é. E aqueles que fizeram muito mais votos que eles acabam sendo suplentes e isso a população não entende."
Eduardo Cunha voltou a dizer que levará a Reforma Política à votação em plenário na última semana do mês de maio, mesmo que a comissão especial que analisa a matéria não tenha concluído a votação. O objetivo é que as novas regras, se aprovadas, já valham para as eleições do ano que vem. O relator da proposta na comissão, deputado Marcelo Castro, do PMDB do Piauí, alerta para a falta de consenso em torno da proposta, mas avalia que o momento é oportuno para votá-la.
"Porque há mais de 30 anos tentamos e todas as tentativas são infrutíferas e agora estamos reunindo as condições excepcionalíssimas para uma reforma política. Se não aprovarmos agora, é o atestado inequívoco de que pelo caminho congressual normal não faremos uma reforma política. Qual é a saída? Duas: deixar o País apodrecer com esse sistema anômalo que nós temos ou uma constituinte exclusiva."
Castro destacou as principais críticas ao atual sistema eleitoral: o custo exorbitante das campanhas e a influência do poder econômico nas eleições e a personalização da política com prejuízo aos partidos. Problemas que, segundo ele, devem ser solucionados com a reforma política. Ele afirmou que os pontos de consenso na comissão são o fim da reeleição, mandatos de cinco anos no Executivo, coincidência nas datas das eleições e fim dos suplentes para senador.
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