14/04/2015 19:53 - Administração Pública
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A CPI da Petrobras decidiu ir a Curitiba, no Paraná, ouvir o depoimento do empresário Fernando Soares, o Fernando Baiano, e outros 18 presos pela Operação Lava Jato, inclusive o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da área Internacional da estatal Nestor Cerveró. Cerveró e Soares são acusados de trabalhar para o PMDB no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras e a convocação deles vinha sendo cobrada pelo PT e outros partidos.
A decisão da CPI de ir a Curitiba em vez de convocar os depoentes para comparecer à Câmara rendeu polêmica em Plenário. O deputado Ivan Valente, do PSol de São Paulo, criticou a medida: "Nós não temos certeza de que, indo para Curitiba, essas oitivas sejam abertas ao público e à imprensa".
Além de Curitiba, os membros da CPI aprovaram outras viagens. Uma ao Rio de Janeiro para visitar a sede da Petrobras e o Complexo Petroquímico Comperj, em Itaboraí. E outra a Pernambuco para uma visita à Refinaria Abreu e Lima. Além disso, a empresa Kroll, contratada para rastrear dinheiro da Petrobras desviado para o exterior, já começou a trabalhar para a comissão. O presidente da comissão, deputado Hugo Motta, do PMDB da Paraíba, disse que a aprovação dos requerimentos é uma resposta aos críticos da CPI.
"O meu compromisso nesse momento é com a investigação. A demonstração que eu procurei dar com essa pauta no dia de hoje é que nós vamos ouvir empreiteiros, pessoas acusadas de operar para partidos políticos, e mostrarmos que a CPI vai avançar nas investigações para que a gente possa, ao final, ter os resultados esperados nos trabalhos."
Ainda não há data para a viagem da CPI a Curitiba. Mas três depoimentos já estão marcados para aos próximos dias. Nesta quinta, será ouvido o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. No dia 23 é a vez do empresário Júlio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato. E no dia 5 de maio a comissão ouve o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
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