11/03/2015 23:42 - Economia
11/03/2015 23:42 - Economia
O Plenário do Congresso Nacional decidiu, nesta quarta-feira, manter o veto presidencial feito ao reajuste de 6,5% da tabela do Imposto de Renda.
A manutenção fez parte de acordo da base governista com o Poder Executivo, que editou medida provisória com uma correção progressiva da tabela, sendo 6,5% para as duas primeiras faixas, e escalonando até 4,5% para a última faixa. Com isso, a faixa isenta passa de R$ 1.868,22 para 1.903,98.

O líder do DEM e autor da proposta vetada, Mendonça Filho, criticou a correção de forma progressiva.
"Eu acho que a maior demonstração de falta de respeito para com o trabalhador, a classe média, é essa posição de não repor pelo menos a inflação. Isso significa retirar renda do trabalhador."
Depois de passar por dificuldades na relação com a base aliada no Congresso, o líder do governo, José Guimarães, acredita que a manutenção do veto inaugura um momento mais tranquilo.
"Eu considero que é uma semana vitoriosa para o país e para o governo. É uma mudança de clima, é uma mudança do comportamento político da base do governo aqui no Congresso Nacional."
Além do veto à correção da tabela do Imposto de Renda, deputados e senadores decidiram manter todos os outros itens analisados, entre eles o veto à proposta que reduzia para 30 horas semanais a jornada de psicólogos e o veto a projeto que diminuía para 6% a contribuição previdenciária de empregados domésticos e patrões.
A votação do Orçamento de 2015 foi adiada para a próxima terça-feira, já que a sessão do Congresso Nacional avançou até tarde da noite desta quarta-feira.
Use esse formulário para comunicar erros ou fazer sugestões sobre o novo portal da Câmara dos Deputados. Para qualquer outro assunto, utilize o Fale Conosco.
Sua mensagem foi enviada.