16/10/2014 12:06 - Direito e Justiça
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Tramita na Câmara projeto que obriga fabricantes de chocolate a informar o teor de cacau no produto (PL 7284/14). Atualmente, de acordo com norma da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o produto deve conter no mínimo 25% de cacau na composição para ser considerado chocolate.
Mas de acordo com o autor da proposta, deputado Eliene Lima, do PSD mato-grossense, pesquisas apontam que um em cada três chocolates vendidos no País não contem o percentual mínimo exigido pela Anvisa.
"Hoje em dia não tem nenhuma obrigação das empresas de colocar esse valor no rótulo, esse percentual no rótulo. Então, você teria que ser alertado que ao invés de comprar um chocolate você estaria comprado um produto com só sabor de chocolate, porque o meu projeto prevê que ele tem que ter 25% de cacau na composição do produto. Os produtores, que se preocupam com seu produto, vão querer obedecer a essa quantificação, porque, na verdade, vão querer ser diferenciados"
A nutricionista Fabiana Nalon destacou os benefícios do cacau.
"Ele é um antioxidante, e o principal tem gorduras de boa qualidade, que é gordura vegetal e tem compostos antioxidantes. Porque a pessoa que está acostumada a comer chocolate com teor de cacau muito baixo, ele acostuma mais com o sabor do açúcar e da gordura do que do chocolate propriamente dito"
Para o consumidor, a medida vai ajudá-lo a escolher melhores produtos. A estudante Flávia Pimenta, chocólatra assumida, disse que vai optar por chocolates com menos teor de açúcar e com mais cacau.
"Eu acho que vou comer os que têm maior índice, que são os chocolates meio amargo hoje em dia. E como todos vão ficar com teor maior de cacau vai ser melhor para todo mundo e na hora da gente consumir. E vai influenciar na minha compra, sim, porque vou procurar algum que me faça melhor ou menos mal do que o chocolate tradicional"
O projeto que determina que os fabricantes de chocolate informem o teor de cacau no produto está na Comissão de Desenvolvimento Econômico e recebeu parecer favorável do relator, deputado Davi Alves Silva Junior, do PR maranhense, aguardando votação. A proposta precisa passar ainda pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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