14/10/2014 22:03 - Política
14/10/2014 22:03 - Política
O deputado Marcos Rogério, do PDT de Rondônia, relator do processo contra o deputado Luiz Argôlo, do Solidariedade da Bahia, defendeu nesta terça-feira (14) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar a perda do mandato do parlamentar baiano. Em seu parecer, o relator afirma que Argôlo teve conduta incompatível com o decoro parlamentar.
De acordo com o relatório, as provas demonstram que Argôlo atuava como cliente do doleiro Alberto Youssef, recebendo dinheiro para si próprio e outros beneficiários, ora como sócio, ora intermediando contados dele com empresas e tendo suas operações financiadas pelo doleiro.
"Agente público que pede dinheiro não só quebra o decoro, como comete crime na esfera penal: corrupção passiva ou tráfico de influência. E houve pedido e solicitação de dinheiro. E a solicitação desses recursos, desses valores, não tem conexão com os argumentos apresentados pela defesa de que seria para compra de um terreno, porque as datas não batem e os valores não batem. Estamos falando de valores vultosos e, em dado momento, das gravações, o próprio parlamentar fala em mensalidade."
O deputado paraaense Wladimir Costa, do mesmo partido de Argôllo, afirmou que pretende apresentar um relatório paralelo. Ele contestou o relatório de Marcos Rogério e disse que pretende derrubar 70% do parecer do relator após o pedido de vista.
"Nós, do Solidariedade, fizemos um trabalho paralelo através do nosso conselho de ética e nós vamos confrontar item por item o que foi narrado pelo nobre relator Marcos Rogério. Eu acredito na isenção dos meus colegas . Eu não vejo absolvição plena, mas uma punição de 30 dias de suspensão, 90 dias de suspensão, mas, cassação de mandato, não há segurança para se fazer isso."
Ainda de acordo com o relatório, Argôlo chamou Youssef para atuar e retirar duas empresas de um processo licitatório na cidade de Fortaleza. As conversas interceptadas entre Argôlo e o doleiro sobre esse assunto foram permeadas por cobranças relacionadas a um depósito no valor de R$ 400 mil para a empresa Bombaim. Na conversa, Argôlo fala que a saída da empresa era essencial para que o resultado não atrapalhasse a vida dos dois.
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