13/10/2014 13:35 - Saúde
13/10/2014 13:35 - Saúde
Cerca de três mil pessoas morrem por dia, no mundo, vítimas de doenças evitáveis, como a malária, a leishmaniose visceral e a doença de Chagas. Causadas por agentes infecciosos ou parasitas, essas enfermidades atingem principalmente as populações mais pobres.
São doenças da pobreza, da falta de saneamento básico e de conhecimento, na visão do médico e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical Carlos Henrique Nery da Costa e do deputado Nilmário Miranda, do PT de Minas Gerais.
As enfermidades em questão não podem, no entanto, na visão deles, ser chamadas de negligenciadas. O Brasil empreende esforços para erradicá-las, o que justifica a preferência do governo em denominá-las evitáveis.
Apesar do esforço brasileiro, referência entre os países em desenvolvimento, o País ainda convive com um número significativo de casos de doenças evitáveis. Em 2013, o Ministério da Saúde registrou 179 mil notificações de malária, por exemplo.
Fortalecer as instituições públicas e unificar a forma de atuação dos governos federal, estaduais e municipais seria um primeiro passo para combater as doenças evitáveis, na opinião do médico Nery da Costa.
"O que falta hoje é isso: é a gente atender com dignidade os brasileiros e tratá-los a todos por igual. Não é possível mais que as elites controlem as instituições públicas e trate as populações a que serve de forma diferenciada."
Já Nilmário Miranda, deputado ligado aos direitos humanos, aposta em educação e mais campanhas, inclusive na televisão, para conscientizar a população dos perigos de doenças como hanseníase. A melhoria das condições de vida das pessoas, diz ainda, é outro ponto.
"A melhora nas casas está sendo fundamental para combater a doença de Chagas. Aqui em Minas, 30 anos atrás, Virgem da Lapa era a cidade brasileira campeã de Chagas. Hoje não tem mais Chagas, praticamente. A melhoria na moradia foi fundamental para eliminar o barbeiro, que é hospedeiro da Chagas."
A Câmara dos Deputados analisa propostas relacionadas ao assunto. Uma delas (PL 6566/13), enviada pelo Senado, aguarda parecer do relator na Comissão de Seguridade Social, deputado Amauri Teixeira, do PT da Bahia. A proposição assegura verba para pesquisa de medicamentos, vacinas e terapias de doenças raras ou negligenciadas pela indústria farmacêutica.
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