08/10/2014 13:55 - Economia
08/10/2014 13:55 - Economia
O economista e consultor do Senado Marcos Mendes, autor do livro "Por que o Brasil cresce pouco?", afirma que as duas principais respostas para a pergunta são a baixa produtividade da economia e o baixo investimento. Segundo ele, nos últimos 30 anos, a taxa de crescimento média foi de 3% ao ano.
Mas Marcos afirma que a política econômica atual também está errada ao, por exemplo, intervir muito na economia e reduzir os juros de maneira inadequada. Entre as sugestões para o próximo ano, o economista defende propostas como um ajuste nos preços das tarifas públicas e redução dos gastos do governo:
"Temos um passivo no setor elétrico enorme, que o Tribunal de Contas da União estima em R$ 71 bilhões, que precisa ser redistribuído para a sociedade, seja por aumento de tarifas, seja por meio de assunção pelo Estado do aumento da dívida pública. Deixar claro isso e fazer metas factíveis de ajuste dos preços relativos e de ajuste das finanças públicas."
Ao comentar as previsões do FMI, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se mostrou contrário a um ajuste mais profundo nas despesas do governo:
"Uma parte do não crescimento este ano é falta de crédito a partir da política monetária que, para combater a inflação, fez uma política mais contracionista. Aumentar o superávit primário, se for muito forte, significa corte nos programas sociais. Então vamos ter aumento do desemprego."
O ministro da Fazenda disse que o Brasil está sofrendo com uma crise externa profunda e citou especialmente as dificuldades que a Europa está tendo para se reerguer.
Lançado nesta quarta-feira na Câmara, o livro "Análise da Seguridade Social 2013", elaborado pela Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, afirma, entre outras coisas, que o país precisa aprofundar a redução das desigualdades sociais; mas cita como positivas a manutenção dos empregos e da renda em meio à crise.
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