08/09/2014 19:30 - Política
Radioagência
CPMI da Petrobras pede cópia de depoimento de ex-diretor da estatal
O presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo, do PMDB da Paraíba, solicitou à Justiça Federal do Paraná cópia dos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.
Desde 29 de agosto, Costa está depondo à Polícia Federal (PF) em regime de delação premiada, em um acordo para tentar obter redução de pena. O ex-diretor foi preso na operação Lava Jato, acusado de ter recebido propina em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A suspeita é de que o crime envolva cerca de R$ 10 bilhões.
A CPI Mista encaminhou dois ofícios, o primeiro direcionado à Justiça do Paraná e o segundo, ao STF, Supremo Tribunal Federal.
De acordo com o relator na comissão, deputado Marco Maia, do PT gaúcho, com os depoimentos de Costa, a CPMI poderá traçar novos rumos para as investigações.
“Com essas informações, nós vamos poder pensar de forma mais clara, mais objetiva, os rumos que a investigação tomará nos próximos dias.”
Os líderes partidários da comissão vão se reunir às 10 horas da manhã da quarta-feira (10) para decidir sobre o acesso às informações da delação de Costa. O encontro foi pedido pelo líder do PPS, deputado Rubens Bueno, do Paraná, que apresentou nesta segunda-feira (8) requerimento à comissão pedindo acesso ao conteúdo dos depoimentos do ex-diretor à Polícia Federal. A reunião será a portas fechadas, no gabinete de Vital do Rêgo.
Já há requerimentos aprovados para ouvir o ex-diretor, mas a vinda dele deve ocorrer apenas após os depoimentos à Polícia Federal chegarem ao Congresso, afirmou Vital do Rêgo.
“Se ele está negociando com a Justiça a delação premiada, nós vamos aguardar o encaminhamento da Justiça neste caso da delação premiada. Não obstante, ele poder ter informações a dar ao Poder Legislativo, que também tem uma instância de investigação.”
Para Rubens Bueno, a CPMI precisa dar uma resposta rápida sobre as denúncias.
“Quando há gravidade de uma situação como esta, o Parlamento tem de dar pronta resposta. E a CPMI, como está trabalhando exatamente em cima deste tema e deste fato determinado, nós temos de atuar de maneira enérgica e rápida.”
Segundo a revista Veja desta semana, o ex-diretor da Petrobras teria apontado à PF o envolvimento de pelo menos 31 parlamentares no esquema, além de ministro, ex-ministro, governadores e ex-governador. A reportagem afirma que partidos políticos aliados ao governo, como PT, PMDB e PP, teriam recebido comissão sobre contratos fechados pela Petrobras com empreiteiras.
Antes de ser preso pela segunda vez, Paulo Roberto Costa falou à CPI da Petrobras no Senado e negou ter superfaturado contratos e desviado recursos.








